Primavera de 2025 em SC teve frio fora do padrão e eventos extremos; verão deve ter calor e chuvas irregulares
Levantamento da Epagri/Ciram aponta o registro de quatro tornados, uma microexplosão e ciclones extratropicais.

A primavera de 2025 em Santa Catarina foi marcada por temperaturas abaixo do esperado e uma sequência de fenômenos meteorológicos severos. Levantamento da Epagri/Ciram aponta a ocorrência de quatro tornados, uma microexplosão, ciclones extratropicais intensos, episódios de granizo e chuvas concentradas em curto período, além de registros de frio incomum, com mínimas entre 0,5°C e 1,5°C.
Mesmo com volumes de chuva próximos da média estadual, algumas regiões, como o Oeste e o Litoral, tiveram acumulados mais elevados, enquanto dezembro se destacou como o mês menos chuvoso da estação.
Segundo divulgado pelo G1, entre os eventos mais expressivos estão tornados registrados no Norte e no Oeste do estado no início de novembro, uma microexplosão na Grande Florianópolis e ciclones que provocaram ventos fortes, alagamentos e enxurradas.
Em Santo Amaro da Imperatriz, por exemplo, choveu em cerca de seis horas o equivalente à média de todo o mês de dezembro. Também houve registros de geadas na Serra catarinense em novembro e dezembro, além de 88 ocorrências de danos associados ao tempo severo.
Segundo a Epagri/Ciram, o cenário de temperaturas mais baixas combinado a volumes de chuva menos elevados em parte do estado está relacionado à atuação do fenômeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Pacífico Equatorial.
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Para o verão, a tendência é de manutenção de chuvas próximas da média, porém com distribuição irregular. Janeiro deve ter precipitações mais frequentes no Litoral, Vale do Itajaí, Norte e Grande Florianópolis, enquanto Oeste e Sul podem enfrentar períodos mais secos.
As temperaturas devem ficar levemente acima da média, sobretudo no Oeste, com atuação mais constante de massas de ar quente, noites abafadas e possibilidade de ondas de calor, com vários dias consecutivos acima dos 30°C.
A previsão indica que o La Niña deve persistir de forma fraca e por curto período, com retorno à neutralidade climática entre março e abril.










