Cuiabá é a única capital do país sem decoração de Natal em espaços públicos devido à crise financeira
Os poucos enfeites vistos na cidade estão restritos a espaços privados.
A capital mato-grossense vive um fim de ano atípico. Segundo levantamento do g1, Cuiabá é a única capital do país que não conta com decoração de Natal em praças ou vias públicas em 2025.
Diferentemente do que ocorre nas demais capitais brasileiras, não há árvore natalina, casa do Papai Noel ou iluminação temática instalada pelo poder público. Os poucos enfeites vistos na cidade estão restritos a espaços privados, como lojas, shoppings e condomínios residenciais.
Em nota, a Prefeitura de Cuiabá informou que a decisão está diretamente ligada à situação financeira do município. A administração explicou que 2025 foi dedicado à reorganização administrativa e ao equilíbrio das contas públicas, o que levou à priorização de investimentos considerados estratégicos.
A única ação natalina com participação do poder público é a carreta do Papai Noel, que percorre bairros mais afastados do centro, iniciativa viabilizada por meio de parceria com um banco privado.
O cenário contrasta com o de cidades do interior de Mato Grosso, que investiram em decoração e programação especial para o período natalino. Em Cuiabá, no entanto, a dificuldade fiscal se arrasta há anos.
Em janeiro, três dias após assumir o cargo, o prefeito Abilio Brunini (PL) decretou estado de calamidade financeira no município. Após o encerramento do decreto, a prefeitura criou um comitê de acompanhamento fiscal mensal, que, segundo a gestão, já resultou em economia de R$ 217 milhões.
Apesar dos esforços, os indicadores seguem preocupantes. Cuiabá aparece na última colocação entre as capitais no ranking de gestão fiscal da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com dados referentes ao ano passado.
O principal problema apontado pelo índice é a baixa disponibilidade de recursos em caixa, o que compromete investimentos e a manutenção de serviços públicos. A dívida consolidada do município corresponde a 62,2% da receita líquida, conforme os dados mais recentes.
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A prefeitura afirma, contudo, que as medidas adotadas devem resultar em um superávit de R$ 422 milhões ao fim do ano, revertendo a projeção inicial de déficit de R$ 400 milhões. De acordo com a administração municipal, o resultado é fruto da revisão de contratos, modernização de processos, aumento da arrecadação e maior controle dos gastos.
A gestão também atribui a crise atual à herança deixada por administrações anteriores, destacando que, entre 2017 e 2024, as despesas cresceram 135%, enquanto as receitas avançaram apenas 115%.
Para o réveillon, a prefeitura sinaliza uma possível mudança de cenário. A administração estuda a realização do “Ano Novo da Família”, com o objetivo de retomar eventos no calendário oficial sem comprometer o equilíbrio fiscal. A decisão final, segundo o Executivo municipal, dependerá da avaliação das contas nos próximos meses.
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Mas essa cidade que do prefeito até vereador tudo é do PL e o prefeito recebe de pagamento maior de governador .Tá explicado