Condenado por ocultar corpos da cunhada e dos sobrinhos progride para prisão domiciliar em SC
Ele participou diretamente do transporte e da queima dos corpos.

O caso que chocou Presidente Getúlio em agosto do ano passado voltou a ganhar destaque após a Justiça autorizar a prisão domiciliar de um homem, condenado por auxiliar o irmão a esconder os corpos de Edineia Telles e de seus dois filhos pequenos.
O autor dos assassinatos, pai das crianças e ex-companheiro da vítima, cometeu o triplo homicídio na própria casa e, dias depois, fugiu para o Paraná. Segundo as investigações, ele matou a ex-mulher e os filhos após chamá-los para conversar sobre questões familiares.
Os corpos foram levados no carro de Edineia e incendiados em uma área de mata em Ibirama. O cunhado da vítima foi chamado após o crime e participou diretamente do transporte e da queima dos corpos, além de manter sob sua guarda uma espingarda calibre 12 usada pelo autor.
Apesar de afirmar que teria sido coagido, a apuração apontou que ele teve várias chances de procurar a polícia e escolheu não fazê-lo.
Condenado inicialmente a seis anos e oito meses, o cunhado teve a pena reduzida para quatro anos e cinco meses após recurso julgado em outubro. A decisão também diminuiu o valor da indenização de R$ 500 mil para R$ 30 mil.
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Depois de pouco mais de um ano no regime fechado, ele obteve o direito de cumprir a pena em casa no fim de novembro, amparado por uma portaria judicial que prevê progressão antecipada para detentos que atendem certos requisitos, o que, segundo o Ministério Público, foi o caso dele.
A Justiça também confirmou que o homem responde por ocultação de cadáver, posse irregular de arma de fogo e omissão ao deixar de comunicar violência contra crianças.
O responsável direto pelos homicídios foi preso dias após fugir e foi encontrado morto três meses depois em uma cela do presídio. Antes do crime, ele já tinha histórico de ameaças e agressões, e Edineia havia solicitado medida protetiva pouco tempo antes de ser assassinada.










