Novo exame de sangue em fase de testes detecta Alzheimer com mais de 90% de precisão
Atualmente, exames similares estão disponíveis apenas na rede privada, custando até R$ 3.600.

Pesquisadores brasileiros estão testando um novo exame de sangue que promete identificar a doença de Alzheimer com mais de 90% de precisão. O estudo, realizado pela UFRGS em parceria com universidades dos Estados Unidos e da Suécia, analisou centenas de trabalhos científicos e selecionou quatro biomarcadores promissores no sangue, sendo a proteína p-tau217 a mais eficiente para detectar a doença. Os resultados foram publicados recentemente na revista Molecular Psychiatry.
Segundo divulgado pelo UOL, na primeira fase da pesquisa, o exame foi aplicado em 59 pessoas, incluindo indivíduos saudáveis e pacientes com Alzheimer ou demência vascular. Os resultados foram comparados ao exame do líquor, considerado padrão-ouro pela Organização Mundial da Saúde, e a proteína p-tau217 apresentou desempenho superior, atingindo a precisão exigida para diagnósticos confiáveis. Atualmente, métodos como punção lombar e tomografia, utilizados no Brasil, são caros ou complexos para aplicação em larga escala pelo SUS.
Ainda segundo o UOL, o professor Eduardo Zimmer, que coordenou o estudo, destacou que o exame de sangue poderia ampliar significativamente o acesso ao diagnóstico precoce da doença no país. Atualmente, testes semelhantes só estão disponíveis na rede privada, com valores que chegam a R$ 3.600.
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O objetivo da pesquisa é criar uma alternativa nacional e gratuita, integrando esforços da UFRGS, UFPel, Secretaria de Saúde do RS e outras instituições, com apoio do Instituto Serrapilheira e colaboração tecnológica da empresa americana Quanterix.
De acordo com o portal citado, a próxima etapa do estudo deve incluir 3.000 participantes em 10 cidades do Rio Grande do Sul, buscando avaliar a eficácia do exame em larga escala e identificar sinais da doença antes do aparecimento de sintomas.
Segundo Zimmer, o foco será pessoas com mais de 55 anos, na chamada fase pré-clínica, com a expectativa de que, até 2028, o teste possa ser incorporado à rede pública de saúde, oferecendo diagnóstico precoce e mais acessível para a população brasileira.










