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Vitória histórica: Rodrigo Paz Pereira é eleito presidente da Bolívia e encerra 20 anos de hegemonia da esquerda

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O senador Rodrigo Paz Pereira, do Partido Democrata Cristão, foi eleito presidente da Bolívia no domingo (19), com cerca de 54,5% dos votos, derrotando o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, de direita, que obteve aproximadamente 45,5%.

A vitória marca o fim de duas décadas consecutivas de governos de esquerda, liderados principalmente pelo Movimento ao Socialismo (MAS), de Evo Morales e Luis Arce.

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A eleição teve uma participação expressiva dos eleitores, e com mais de 90% das urnas apuradas, o resultado foi considerado irreversível. A posse de Paz está marcada para o dia 8 de novembro de 2025.

Fim da era do MAS e o cenário que levou à virada

Desde 2006, a Bolívia vinha sendo governada pela esquerda. Evo Morales foi o primeiro presidente indígena do país e permaneceu no poder até 2019, implementando políticas de nacionalização e ampliação de programas sociais. Em seguida, Luis Arce deu continuidade ao mesmo modelo até enfrentar desgaste político e econômico.

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Nos últimos anos, a Bolívia viveu crises de abastecimento, escassez de dólares e aumento da inflação, fatores que contribuíram para o desejo de mudança.

Paz, que representa uma linha de centro-direita moderada, conseguiu atrair eleitores insatisfeitos com a gestão do MAS sem romper completamente com o legado social dos governos anteriores.

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Novo rumo: promessas e desafios de Rodrigo Paz

Durante a campanha, Rodrigo Paz defendeu um modelo de “capitalismo para todos”, combinando incentivo ao setor privado com a manutenção de programas sociais. Ele prometeu reformas econômicas, descentralização do orçamento público, estímulo a pequenas e médias empresas e uma abertura maior ao investimento estrangeiro.

O novo presidente herda um país com desafios econômicos expressivos, como inflação alta, queda nas reservas internacionais e dependência das exportações de gás e minerais. Sua capacidade de formar coalizões e negociar com diferentes setores políticos será crucial para garantir governabilidade.

A eleição de Rodrigo Paz marca, portanto, um divisor de águas na história recente da Bolívia, encerrando 20 anos de hegemonia da esquerda e abrindo espaço para uma nova agenda política e econômica no país.

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