Biólogo sofre mordida de caninana enquanto capturava serpente em Jaraguá do Sul
A serpente não é venenosa.

Na quarta-feira (15), um resgate em Jaraguá do Sul terminou de forma inesperada para o biólogo Christian Raboch Lempek. Enquanto retirava uma cobra caninana que havia subido no telhado de uma residência, ele acabou sendo mordido pelo animal. A ação foi registrada em vídeo pela moradora e viralizou nas redes sociais.
A serpente, conhecida cientificamente como Spilotes pullatus, não é venenosa, mas a mordida deixou uma marca visível na mão do biólogo. Ele explicou que a principal preocupação era prevenir infecção, já que a espécie se alimenta de outros animais e possui bactérias na boca. Após o incidente, a cobra foi devolvida à natureza, em uma área de mata distante de casas.
Considerada a cobra mais rápida do Brasil, a caninana pode chegar a 2,5 metros de comprimento. Apesar de sua aparência intimidadora, não oferece risco grave ao ser humano.
Quando se sente ameaçada, infla o pescoço e vibra a cauda, comportamento que pode confundir quem não conhece a espécie. Animais solitários, eles se encontram apenas na época de reprodução e se destacam pela coloração preta e amarela.
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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina alerta para medidas de prevenção: usar botas altas ao andar em áreas de vegetação, evitar colocar mãos em buracos ou folhas secas e manter quintais limpos para não atrair roedores, que por sua vez atraem cobras.
Em caso de mordida, mesmo por espécies não venenosas, o atendimento médico imediato é essencial. Contatos de emergência incluem Samu (192), Bombeiros (193), Polícia Ambiental (190) e CIATox/SC (0800 643 5252).
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