Fábrica clandestina produzia bebidas adulteradas com etanol de postos de combustíveis
As investigações começaram após os primeiros óbitos na capital paulista.
Na manhã desta sexta-feira (10), a Polícia Civil descobriu uma fábrica ilegal de bebidas em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, que produzia álcool adulterado com metanol, levando à morte de duas pessoas por intoxicação.
As investigações começaram após os primeiros óbitos na capital paulista, envolvendo consumidores de vodka comprada em um bar da Zona Leste. O etanol utilizado na fabricação continha níveis perigosos de metanol, chegando a 45,1% em alguns casos, e teria sido adquirido em postos de combustíveis.
O proprietário do bar confessou ter comprado as garrafas de uma empresa não autorizada, que misturava etanol e metanol para aumentar o volume e o lucro do produto. A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na fábrica, recolhendo materiais para perícia.
De acordo com informações divulgadas pelo G1, a dona do local será detida em flagrante e responderá por falsificação e adulteração de alimentos, com penas de até oito anos de prisão.
Autoridades avaliam que o metanol poderia ter sido usado para limpar garrafas reaproveitadas ou para diluir as bebidas, enquanto a Polícia Federal considera também possível relação com operações recentes contra fraudes no setor de combustíveis.
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A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) levantou a possibilidade de que o metanol usado nas bebidas adulteradas tenha ligação com o crime organizado, suspeitando que a substância pudesse ter sido importada ilegalmente pelo PCC para adulterar combustíveis.
Apesar dessa suspeita, o governador de São Paulo reforçou que, até o momento, não há indícios de que facções criminosas estejam envolvidas na produção ou venda das bebidas contaminadas.







