Renda de autônomos cresce e se aproxima da dos trabalhadores com carteira assinada
O aumento de renda se concentra principalmente entre jovens adultos de 25 a 39 anos.

Uma mulher que deixou um emprego fixo no setor de comércio aos 30 anos viu sua renda crescer cerca de 50% após se dedicar ao trabalho autônomo em marcenaria e serviços de limpeza.
Além do aumento financeiro, a mudança permitiu que ela tivesse mais controle sobre a própria rotina, diferente das longas jornadas do emprego formal, que mesmo com horas extras resultavam em salário próximo de R$ 1,9 mil.
Segundo informações do jornal O Globo, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que, no segundo trimestre de 2025, a renda média dos trabalhadores autônomos subiu 5,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre os informais, que trabalham sem registro, o aumento foi de 6,8%, enquanto os assalariados com carteira assinada tiveram crescimento de apenas 2,3%. A diferença de rendimento entre celetistas e trabalhadores sem registro, que era de 25% em 2021, caiu para 7,3% neste ano.
Ainda segundo divulgado pelo O Globo, especialistas destacam que novas formas de trabalho, como serviços prestados por aplicativos, e o regime do Microempreendedor Individual (MEI) têm impulsionado esses ganhos.
No entanto, eles alertam que a expansão dessa modalidade exige atenção em relação à proteção previdenciária e à regulamentação de trabalhadores que não se enquadram nem como empregados formais nem como MEIs.
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O aumento de renda se concentra principalmente entre jovens adultos de 25 a 39 anos. Trabalhadores mais velhos e pessoas com ensino superior registraram ganhos mais modestos.
De acordo com o O Globo, a ocupação de cargos por profissionais com escolaridade superior à exigida para a função cria efeito em cascata, levando pessoas com menor formação a migrarem para o setor informal, onde a remuneração tem crescido mais rapidamente.








