Ascurra e Borgo Valbelluna selam pacto histórico de amizade na Itália
Município celebra 150 anos e fortalece laços com suas origens venetas.

Ascurra acaba de escrever um capítulo inédito em sua história. Nesta segunda-feira (15), em Borgo Valbelluna – província de Belluno, região do Vêneto, Itália – o prefeito Arão Josino firmou os termos de um Pacto de Amizade com o prefeito Stefano Cesa, iniciativa pioneira no Vale Europeu que conecta oficialmente a cidade catarinense às suas origens.
O ato oficial de assinatura será realizado no próximo dia 15 de novembro, durante a abertura das comemorações dos 150 anos de fundação de Ascurra.
O município será o primeiro do Vale Europeu a formalizar um acordo internacional com uma cidade do Vêneto, reforçando o título de “berço da colonização veneta em Santa Catarina”, já reconhecido por lei estadual.
A escolha de Borgo Valbelluna tem forte simbolismo. Foi dessa localidade que, no século XIX, partiram famílias que ajudaram a formar a comunidade ascurrense, como os Dalmolin, Casagrande, Debarba, Feltrin, Largura e Schiochet.
Até hoje, os sobrenomes permanecem vivos na memória e nas famílias da cidade.
“Este pacto é um marco que conecta, de forma definitiva, nossa história às nossas origens. É uma ponte eterna entre dois povos irmãos”, afirmou o prefeito Arão Josino.
Destacando que o gesto é também uma homenagem aos antepassados que deixaram sua terra em busca de oportunidades.
Mais do que simbólico, o pacto abre portas para novos intercâmbios culturais, turísticos e empresariais entre os dois municípios.
A iniciativa pretende fortalecer o sentimento de identidade, estimular o turismo e criar oportunidades de cooperação em educação, cultura e economia local.
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“Estamos abrindo uma porta que vai muito além da história: queremos que este laço se transforme em oportunidades concretas para nossas comunidades”, reforçou Josino.
O pacto internacional projeta Ascurra para além das fronteiras brasileiras e valoriza a herança da imigração que moldou sua cultura e economia.
Para o prefeito, celebrar os 150 anos com um acordo desse porte é um gesto de reconhecimento e de futuro.
“Assinar este pacto é um presente aos nossos antepassados e um legado às futuras gerações”, completou.









