“Filho de policial tinha que morrer”: trio é condenado em Brusque por sequestrar e matar enteado de PM
A vítima também era envolvida com o crime organizado.
Três homens foram condenados pelo Tribunal do Júri de Brusque por um crime que chamou a atenção pela brutalidade. A vítima, identificada como Douglas Daniel Miranda Negrão, conhecido como “Boris”, também envolvida com o crime organizado, foi sequestrada em 9 de março de 2024, na própria residência, no bairro Águas Claras. Armados, os agressores entraram no local gritando “filho de policial tinha que morrer”. Douglas era enteado de um policial militar do Pará.
Após obrigarem o homem a entrar em um veículo, os criminosos o levaram até Botuverá, onde ficou em cárcere privado em uma casa no bairro Águas Negras até o dia seguinte.
A esposa recebeu mensagens enviadas do celular dele e percebeu que o aparelho ainda transmitia sinal de GPS. Dois dias depois, um dos acusados entrou em contato dizendo que em breve informariam onde o corpo seria encontrado.
De acordo com as investigações, o grupo levou a vítima até uma área de mata e, armado, efetuou os disparos. O corpo só foi localizado em 20 de abril, mais de 40 dias após o sequestro, apresentando fraturas no crânio e na mandíbula, além de outras marcas de violência.
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O júri acatou a denúncia do Ministério Público, condenando os réus por homicídio triplamente qualificado, sequestro, porte ilegal de arma e envolvimento com organização criminosa. A motivação foi considerada fútil e torpe: além da ligação familiar com um policial, a vítima havia adquirido drogas de uma facção rival.
As penas variam de 34 a 44 anos de prisão em regime fechado, com aplicação de multa superior a R$ 200 mil em um dos casos. Os três não poderão recorrer em liberdade, já que o Supremo Tribunal Federal definiu que as decisões do Tribunal do Júri têm execução imediata.







