Três votos restantes no STF podem definir condenação de Bolsonaro e aliados
Ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação de todos os réus; penas podem chegar a 30 anos

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) registrou nesta terça-feira (9) dois votos pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sete aliados por tentativa de golpe de Estado.
Com o placar de 2 a 0, ainda faltam os votos dos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que devem se manifestar nesta quarta-feira (10).
Pela manhã, o relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação de todos os réus, citando crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência, grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Segundo informações divulgadas pela Agência brasil, Moraes dividiu seu voto em 13 “atos executórios” e apresentou documentos e depoimentos que, segundo ele, comprovam o envolvimento dos acusados na trama golpista.
“Não há dúvidas da existência de uma tentativa de golpe de Estado, evidenciada principalmente pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes”, afirmou o ministro.
À tarde, o ministro Flávio Dino também votou pela condenação de todos os réus, detalhando a participação de cada um nos atos golpistas.
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Dino anunciou que proporá penas maiores para Bolsonaro e o general Braga Netto, por considerá-los líderes do processo, e penas menores para o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio.
O julgamento começou na semana passada, com sustentações das defesas e manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos os réus.
O tempo de pena ainda não foi definido e será anunciado ao final da votação. Caso todos os réus sejam condenados, as penas podem chegar a 30 anos de prisão em regime fechado.










