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CPMI aponta resistência do ex-presidente do INSS a recomendações da CGU

Descontos associativos irregulares continuaram até operação da PF

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Na CPMI do INSS, a diretora de Auditoria de Previdência da CGU, Eliane Viegas Mota, afirmou nesta quinta-feira (4) que o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, não acatou recomendações da Controladoria-Geral da União (CGU) para suspender descontos associativos automáticos nas aposentadorias.

A reunião parlamentar ainda estava em andamento.

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De acordo com Eliane, a CGU se reuniu com o INSS em julho de 2024 para discutir o crescimento de descontos não autorizados nos pagamentos de segurados.

Stefanutto teria questionado a forma de amostragem das informações apresentadas, que eram baseadas em entrevistas com beneficiários.

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Apesar da análise proposta, os acordos de cooperação técnica (ACTs) que permitiam os descontos continuaram vigentes até abril de 2025, sendo suspensos apenas após a Operação Sem Desconto, realizada pela Polícia Federal.

A auditora destacou ainda que a CGU realizou inúmeras comunicações ao INSS sobre a necessidade de ajustes, mas o órgão, segundo ela, se omitiu em algumas situações críticas.

A Operação Sem Desconto de 2025 visou investigar associações acusadas de falsificar autorizações de idosos para descontos automáticos de mensalidades nas aposentadorias e pensões, que supostamente seriam destinadas a serviços aos associados, mas na prática não eram entregues.

Stefanutto acabou afastado e depois demitido após a operação.

Entre as entidades investigadas, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) recebeu cerca de R$ 3,4 bilhões nos últimos dez anos.

A CGU estima que o prejuízo total para os 7 milhões de beneficiários chegou a R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Das 40 entidades que realizavam descontos ativos antes da operação, todas apresentaram inconformidades, incluindo problemas como a maioria dos associados residindo em estados diferentes da sede da entidade.

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Durante o depoimento, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ressaltou a necessidade de cautela. Segundo ela, algumas associações têm histórico de apoio a trabalhadores e aposentados rurais, mas foram aparelhadas por grupos que se beneficiaram de forma ilícita.

“Temos que encontrar os bandidos que usaram a instituição como a Contag”, afirmou.

“A depoente trouxe dados que demonstram que os descontos passaram de R$ 387 milhões em 2015 para R$ 3,4 bilhões em 2024.” Informou a Agência Senado em matéria publicada no dia 04 de setembro de 2025.

O aumento mais expressivo ocorreu a partir de 2021, quando os valores saltaram de R$ 564 milhões para R$ 1,64 bilhão em apenas dois anos, levantando preocupação sobre a falta de fiscalização.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que todas as entidades mencionadas no depoimento passarão a ser tratadas como investigadas, reforçando a necessidade de apuração detalhada das irregularidades.

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