Índice da Stone aponta baixa de 2,5% nas vendas do varejo em SC
Setor acumula três meses seguidos de queda; Norte do país foi destaque positivo no período
O varejo de Santa Catarina voltou a registrar resultados negativos em julho de 2025. De acordo com a 31ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS), o estado apresentou retração de 2,5% nas vendas em relação ao mesmo mês do ano passado, completando o terceiro mês consecutivo de queda no setor.
O levantamento, divulgado no dia 18 de agosto, acompanha mensalmente o desempenho do comércio em todo o Brasil e é produzido pela Stone, empresa de tecnologia e serviços financeiros voltada ao empreendedor.

Cenário nacional
O estudo apontou que apenas nove estados tiveram crescimento anual: Acre (6,5%), Tocantins (6,4%), Mato Grosso (4,2%), Amapá (3%), Roraima (2,2%), Pará (0,9%), Paraíba (0,7%), Rondônia (0,6%) e São Paulo (0,2%).
Entre os que registraram queda, o destaque foi para o Rio Grande do Sul, que apresentou retração de 7%, a maior do país. Amazonas (-4%) e Rio Grande do Norte (-3,7%) também figuraram entre os mais afetados.
Segundo o economista da Stone, Guilherme Freitas, o desempenho mostra que a dinâmica econômica tem se comportado de forma desigual entre as regiões.
“O Norte foi o grande destaque do mês, com crescimento expressivo em vários estados. O Centro-Oeste também teve sinais favoráveis, enquanto o Sudeste ficou mais equilibrado. Já o Sul e o Nordeste apresentaram retrações generalizadas, o que reflete um ambiente mais desafiador para o consumo nessas regiões”, analisou.
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Segmentos do varejo
Na análise por setores, o recorte mensal (julho frente a junho) trouxe resultados positivos em cinco segmentos:
Materiais de Construção (+3,8%)
Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (+1,2%)
Artigos Farmacêuticos (+1,1%)
Combustíveis e Lubrificantes (+0,8%)
Tecidos, Vestuário e Calçados (+0,7%)
Já os setores de livros, jornais, revistas e papelaria (-3,6%) e móveis e eletrodomésticos (-0,2%) registraram retração, enquanto supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo ficaram estáveis (0,0%).
No comparativo anual, apenas combustíveis e lubrificantes tiveram desempenho positivo (+1%). O pior resultado ficou por conta do setor de móveis e eletrodomésticos, que caiu 8%.







