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Orla de Balneário Camboriú ganhará muro invisível para conter colapso

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A Praia Central de Balneário Camboriú passa por uma das intervenções mais ambiciosas de sua história: a construção de um muro subterrâneo projetado para proteger a orla contra os efeitos da maré alta e controlar a erosão que ameaça a urbanização e a calçada da praia.

O primeiro trecho da estrutura, com cerca de 1.500 metros de extensão, começou a ser construído na semana passada.

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Orla de Balneário Camboriú ganhará muro invisível para conter colapso
Créditos: PMBC, Divulgação

A reurbanização total do trecho, que vai da Rua 3920 ao molhe da Barra Sul, deve ser concluída em até 20 meses, a partir da assinatura da ordem de serviço em 1º de julho.

O muro terá mais de dois metros de profundidade e funcionará em conjunto com um sistema de macrodrenagem que controlará o fluxo de água na faixa de areia, evitando a formação de poças e valetas durante a maré cheia, problema comum desde o alargamento da praia, concluído em dezembro de 2021.

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Investimento milionário e melhorias na orla

O projeto de reurbanização da Praia Central custará mais de R$ 31 milhões, valor que inclui mão de obra e materiais, e abrange diversas melhorias urbanísticas: pista de corrida, via para micromobilidade, ciclofaixa, paraciclos, dog parks, academias ao ar livre, quiosques, canchas de bocha, paisagismo e ampliação da área verde.

A FJ Construtora LTDA é responsável pela obra, enquanto a iluminação da orla, com custo adicional de R$ 3,7 milhões, ficará a cargo da Mercolux Comercial Elétrica LTDA.

Orla de Balneário Camboriú ganhará muro invisível para conter colapso
Créditos: PMBC, Divulgação

>>LEIA TAMBÉM: Balneário Camboriú proíbe menores de 16 anos de andar de patinete elétrico; multa e apreensão podem ser aplicadas

Alargamento de praias: solução ou risco?

O alargamento de praias tornou-se comum em Balneário Camboriú, que já aumentou a faixa de areia em 5,8 km, e em outras seis praias de Santa Catarina.

O processo geralmente envolve a retirada de areia do fundo do mar. Copacabana, no Rio de Janeiro, foi uma das primeiras a passar por essa intervenção, ainda na década de 1970.

Contudo, especialistas alertam que tais medidas podem ser simplistas frente a um problema socioambiental complexo.

Um estudo do Programa Ecoando Sustentabilidade da UFSC aponta que o alargamento artificial de praias ocupadas pode trazer riscos adicionais, como erosão intensa, dificuldade para atracar embarcações e aumento de acidentes com banhistas.

O “muro invisível” de Balneário Camboriú simboliza a tentativa da cidade de conciliar desenvolvimento urbano e preservação ambiental diante de mudanças climáticas e pressão sobre áreas costeiras.

O sucesso da obra poderá servir de modelo para outras cidades litorâneas, mas também levanta a necessidade de planejamento integrado e soluções ambientais de longo prazo.

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2 Comentários

  1. Infelizmente o poder público deixou construir prédios enormes na orla por ganância. Agora querem alargar a praia mas a natureza cobra .

  2. E quando alguém vai pedir o TRATAMENTO de esgoto, pois há coleta mas vai tudo para o rio que desagua na praia. Um bom projeto consegue financiamento internacional de 50 % a juros baixos de bancos como do Japão.
    Tem de fazer várias estações visto a amplitude do município. Ta feia a coisa hoje.

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