Valéria no Mistukenti: seu amor pelas motos e uma trajetória que começou no MotoGP e virou estilo de vida
No episódio mais recente do podcast Mistukenti, apresentado por Giba, Valéria Kammers, conhecida como “A Loira da Z”, abriu o coração para compartilhar sua trajetória marcada por uma paixão que nasceu na infância e se tornou um verdadeiro estilo de vida: as motos.
Natural de Imbuia, interior de Santa Catarina, ela contou como a admiração pelas corridas de MotoGP despertou o sonho de pilotar e levou à conquista da sua primeira moto aos 18 anos, dando início a uma jornada repleta de desafios, superações e muita liberdade sobre duas rodas.
Entre lembranças, conquistas e desafios, ela compartilhou como tudo começou, as experiências com cada moto que teve e as lições aprendidas ao longo da sua trajetória.
O interesse pelas duas rodas surgiu cedo, aos seis anos, quando Valéria assistiu pela primeira vez a uma corrida de MotoGP com o pai.
“Era a coisa mais emocionante que eu já tinha visto. Ali nasceu a vontade de um dia ter uma moto e sentir aquela liberdade”, contou.
O sonho começou a se concretizar anos depois, com a compra da primeira moto — uma CFUS 150 vermelha, adquirida com muito esforço logo que ela saiu da casa dos pais para morar sozinha e trabalhar.
Combinando necessidade e paixão, Valéria mergulhou no universo motociclístico e, assim que pôde, vendeu sua primeira moto para comprar uma CBR 500 — “uma moto melhorzinha”, como ela mesma definiu — com a qual ficou por cerca de três anos. No entanto, problemas de saúde a fizeram pausar a pilotagem por um tempo.
Com o tempo, a paixão cresceu junto com a potência das motos: chegou a hora de pilotar a tão sonhada Z 800, que Valéria carinhosamente chama de “parceira de estrada”.
Cada modelo marcou uma fase da sua vida e trouxe desafios, como se adaptar ao peso e à força das motos maiores, mas também momentos inesquecíveis.
Durante a conversa com Giba, Valéria falou sobre o preconceito que as mulheres ainda enfrentam no motociclismo.
“Muita gente duvida que a gente saiba pilotar de verdade ou acha que é só para aparecer. No começo incomodava, hoje eu uso isso como combustível para mostrar que lugar de mulher é onde ela quiser — inclusive no guidão de uma moto grande.”
Além das experiências pessoais, Valéria coleciona viagens, encontros com grupos de motociclistas e o carinho dos seguidores nas redes sociais. Ela conta que muitas pessoas se inspiraram nela para tirar a habilitação ou comprar a primeira moto. “Isso não tem preço”, afirmou.
Para ela, compartilhar fotos e vídeos não é apenas registrar memórias, mas incentivar outras pessoas, especialmente mulheres, a entrar nesse universo.
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“Quero que vejam que é possível, que não é bicho de sete cabeças. É só ter responsabilidade, treino e coragem.”
Confira o podcast completo abaixo.







