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Inflação deve fechar 2025 em 5,1%, segundo mercado financeiro; meta do BC continua estourada

Projeções para o PIB se mantêm em 2,23% este ano; Selic deve seguir alta até o fim de 2025

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O mercado financeiro voltou a revisar para baixo a estimativa de inflação oficial do país em 2025.

Segundo dados divulgados ontem, segunda-feira (21) no Boletim Focus, do Banco Central (BC), a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,17% para 5,10%. Esta é a oitava redução consecutiva nas projeções.

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Apesar da queda, a nova previsão ainda está acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5% para este ano, dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cuja meta central é de 3% com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

As projeções do mercado indicam uma trajetória de desaceleração nos próximos anos: 4,45% em 2026, 4% em 2027 e 3,8% em 2028. Em junho, a inflação oficial foi de 0,24%, segundo o IBGE.

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Segundo informações divulgadas pela Agência brasil, foi a menor alta mensal desde outubro de 2023, marcada pela primeira queda no preço dos alimentos após nove meses de alta. Ainda assim, o IPCA acumulado em 12 meses chegou a 5,35%, completando seis meses acima do teto da meta e configurando novo estouro do limite estabelecido pelo regime de metas vigente.

Nessas situações, o presidente do Banco Central é obrigado a encaminhar uma carta ao ministro da Fazenda explicando os motivos do descumprimento, as ações para reconduzir a inflação aos limites e o prazo esperado para esse retorno.

Selic segue em 15% com possibilidade de novos aumentos

Mesmo com a desaceleração recente da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC surpreendeu o mercado na última reunião ao elevar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, fixando a Selic em 15% ao ano.

Foi a sétima alta consecutiva, em um ciclo que visa conter pressões inflacionárias em meio a incertezas econômicas.

Segundo a ata divulgada após a reunião, o Copom deve manter os juros nesse patamar nas próximas decisões, mas não descarta novas elevações caso a inflação volte a subir.

A expectativa é de que a taxa Selic encerre 2025 ainda em 15% ao ano, começando a recuar apenas a partir de 2026, quando deve cair para 12,5%, com novas reduções projetadas para 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação.

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Juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam o consumo, contribuindo para frear a alta de preços. No entanto, também impactam negativamente a atividade econômica, já que dificultam o acesso ao financiamento por empresas e consumidores.

Projeção do PIB se mantém; dólar deve chegar a R$ 5,65

A estimativa do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 foi mantida em 2,23%. Para os anos seguintes, a projeção é de crescimento mais modesto: 1,88% em 2026 e 2% tanto em 2027 quanto em 2028.

A economia brasileira começou 2025 em alta. No primeiro trimestre, o PIB cresceu 1,4%, impulsionado principalmente pelo desempenho da agropecuária, segundo o IBGE.

Em 2024, o país já havia registrado uma expansão de 3,4%, o maior crescimento anual desde 2021.

Quanto ao câmbio, a previsão é de que o dólar feche 2025 cotado a R$ 5,65, com leve alta para R$ 5,70 em 2026, conforme as estimativas mais recentes dos analistas do Boletim Focus.

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