
A Polícia Federal deflagrou em 11 de junho a Operação Código 451, que desmantelou um esquema nacional de falsificação e venda de diplomas escolares e universitários pela internet.
Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em 11 estados — incluindo locais como Duque de Caxias (RJ), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Fortaleza (CE), segundo o GOV.
A investigação começou quando um documento falsificado foi identificado ao tentar registro em conselho profissional.
Esse incidente levou a PF a um site falso que simulava portais oficiais de universidades, oferecendo diploma de cursos como direito, engenharia, fisioterapia, administração, educação física, psicologia, biomedicina e outros, sem qualquer exigência de frequência ou estudos.
Ao menos 33 diplomas falsos já foram identificados nesse esquema, conforme divulgado pelo correio braziliense. O grupo agia em rede, com divisão clara de funções: produção, venda e uso dos documentos.
A reportagem da Band contatou um fornecedor que cobrava cerca de R$ 8,5 mil por um documento de enfermagem, enviado por Sedex. Bem como, R$ 1.893 pelo de administração, com prazo de até 5 dias. Além disso, ensinavam a “validar” o documentos nos sites das universidades.
A PF também identificou indícios de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Em uma das diligências, um dos envolvidos foi preso em flagrante no Piauí por portar uma arma de fogo modificada, segundo a Agência Brasil.
Tanto quem vende quanto quem compra documentos falsos comete crimes graves: falsificação de documento público, uso de documento falso, estelionato, exercício ilegal da profissão e receptação de documentos falsificados.
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Os compradores que usam esses diplomas podem estar exercendo profissões sem qualificação, colocando em risco áreas sensíveis como saúde e engenharia, situações com potencial para causar danos irreparáveis.
A Polícia Federal notificou os conselhos profissionais para cancelarem registros obtidos com diplomas falsos e aplicar sanções disciplinares aos envolvidos.
A expectativa é que essa ação retire do mercado pessoas que atuavam irregularmente em profissões regulamentadas. A operação também bloqueou o site fraudulento por decisão judicial e segue em investigação.










