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Agrotóxicos proibidos identificados em pepino gera multa de mais de R$ 1.5 mil em SC

Fiscalização constatou que o alimento estava impróprio para consumo

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A comercialização de pepinos com agrotóxicos proibidos levou um comerciante da Grande Florianópolis a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

O acordo foi firmado com a 3ª Promotoria de Justiça de São José, após fiscalização que constatou a presença de substâncias em desacordo com a legislação.

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Além de se comprometer com normas rigorosas de rastreabilidade e boas práticas agrícolas, o responsável pagou multa de R$ 1.518,00 ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados do Estado de Santa Catarina (FRBL).

Fiscalização detectou agrotóxicos proibidos

A irregularidade foi identificada pelo Programa Alimento Sem Risco (PASR), que monitora a qualidade de vegetais comercializados em Santa Catarina.

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Durante inspeção realizada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC), foram coletadas amostras de pepino em um estabelecimento comercial da região.

O material foi encaminhado para análise laboratorial, que apontou a presença de ingredientes ativos não permitidos para a cultura.

O relatório técnico revelou a contaminação por “acefato”, substância não autorizada para o cultivo de pepino, e “metamidofós”, ingrediente banido do território nacional devido aos riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

Diante da infração, foi verificada conduta irregular prevista no artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor, que trata de produtos impróprios ou inadequados para consumo.

Investigação e acordo com o MPSC

A denúncia levou a 3ª Promotoria de Justiça de São José a abrir uma notícia de fato, que evoluiu para inquérito civil em 2024.

Em fevereiro deste ano, foi assinado o TAC, estabelecendo que o comerciante deve cumprir exigências de rastreabilidade e controle de qualidade dos alimentos vendidos.

Entre os compromissos assumidos estão:

  • Rastreabilidade: garantir que os produtos vendidos sejam identificados corretamente, conforme a Portaria Conjunta SES/SAR n. 459/2016 e as Instruções Normativas Conjuntas SES/SAR n. 01/2018 e 02/2018.
  • Boas práticas agrícolas: incentivar fornecedores e produtores de frutas, verduras, legumes e cereais a seguirem normas adequadas de cultivo.
  • Fiscalizações: colaborar com inspeções do Programa Alimento Sem Risco para garantir a regularidade da comercialização de hortifrutigranjeiros.

Além do pagamento da multa, a 3ª Promotoria de Justiça enviou ofício ao Centro de Apoio Operacional do Consumidor (CCO) do MPSC para que a fiscalização do PASR acompanhe a venda de hortaliças na região.

Homologação do arquivamento

Após a assinatura do TAC e o cumprimento das obrigações iniciais, a 3ª Promotoria de Justiça encaminhou o caso ao Conselho Superior do Ministério Público de Santa Catarina (CSMP).

Em sessão realizada no dia 5 de março, a 1ª Turma Revisora do CSMP homologou, por unanimidade, o arquivamento do caso envolvendo os agrotóxicos no alimento.

O julgamento teve como Conselheiro Relator o Procurador de Justiça Marcelo Truppel Coutinho. Também participaram da decisão o Procurador de Justiça Vânio Martins de Faria, que presidiu a sessão, e a Procuradora de Justiça Sonia Maria Demeda Groisman Piard.

Atuação contínua na fiscalização de alimentos

O controle de resíduos de agrotóxicos em alimentos é uma preocupação constante das Promotorias de Justiça em Santa Catarina há mais de 15 anos.

Segundo a Promotora de Justiça Débora Wanderley Medeiros Santos, titular da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de São José, a atuação do MPSC tem trazido resultados importantes na redução de irregularidades.

“Temos verificado uma diminuição na detecção de desconformidades, principalmente no maior centro de abastecimento de produtos hortifrutigranjeiros do Estado, a Ceasa de São José”, afirmou a promotora.

O Programa Alimento Sem Risco (PASR)

O Programa Alimento Sem Risco (PASR) é uma iniciativa voltada à segurança alimentar em Santa Catarina.

Ele é gerenciado pelo Centro de Apoio Operacional do Consumidor (CCO) do MPSC e recebe recursos do Fundo para a Reconstituição de Bens Lesados (FRBL).

Com esse financiamento, o programa ampliou a análise de vegetais e a fiscalização em todas as regiões agrícolas do estado.

As principais ações do PASR incluem:

  • Monitoramento da presença de resíduos de agrotóxicos em vegetais;
  • Combate ao uso irregular de substâncias tóxicas na produção agrícola;
  • Estímulo à rastreabilidade dos produtos vegetais;
  • Fiscalização da venda de agrotóxicos e do receituário agronômico;
  • Controle da entrada de agrotóxicos proibidos no Brasil;
  • Desenvolvimento de pesquisas técnicas;
  • Coibição de irregularidades no comércio de produtos orgânicos.

Leia também:

A instância revisora do MPSC

O Conselho Superior do MPSC, responsável por revisar procedimentos extrajudiciais, é composto por Procuradores de Justiça eleitos. Eles analisam investigações que envolvem interesses coletivos, como saúde, meio ambiente e defesa do consumidor.

As turmas revisoras do Conselho avaliam arquivamentos feitos pelas Promotorias de Justiça e decidem se um caso deve ser encerrado ou continuar em apuração. Essa estrutura garante maior segurança jurídica às investigações e reforça a proteção dos direitos da população.

 

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Um Comentário

  1. Q multinha irrisória,diante dum crime desse,arquivando ainda, é MTA moleza,n acham? Aí o crime compensa!!

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