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‘Fiquei assustada’ diz confeiteira após receber bilhete para não andar de sutiã na própria casa em Osasco

‘Fiquei assustada’ diz confeiteira após receber bilhete para não andar de sutiã na própria casa em Osasco
Foto: Arquivo Pessoal

A síndica do edifício disse para Juliana que não tem o que fazer.

Juliana Kulpa, confeiteira, de 25 anos, ficou assustada após abrir a caixa de cartas e ler um bilhete bem sem noção. A jovem mora a oito anos no mesmo prédio, localizado em Osasco , na Grande São Paulo. Porém, há cerca de dois meses, ela havia mudado de apartamento.

Em uma manhã, antes de levar os filhos até a escola, Juliana, que não tinha o costume de olhar as correspondências, resolveu dar uma olhada. Ao abrir a caixa, se deparou com um bilhete, pedindo para que a mesma não andasse só de sutiã dentro da própria casa.

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“Somos evangélicos e meu marido fica em casa em home office. Tenha decência”, dizia o bilhete.

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‘Fiquei assustada’ diz confeiteira após receber bilhete para não andar só de sutiã na própria casa em Osasco
Foto: Arquivo Pessoal

Juliana contou que a primeira reação foi um susto, principalmente porquê a pessoa não teria se identificado.

Em uma entrevista a Universa, a jovem contou que não tem o costume de andar com a roupa íntima em casa e que provavelmente a vizinha teria visto ela com roupa de academia.

“Eu imagino que tenha sido no dia que eu fui fazer uma caminhada e, em seguida, fiz uma faxina”, afirma ela.

Juliana acha que a pessoa que escreveu o bilhete mora no outro edifício.

“Até hoje, a pessoa não se identificou. Eu não imagino quem seja, porque as janelas da minha lavanderia e do meu quarto dão para a frente do outro prédio; mas são muitos apartamentos. Não dá para saber quem é. Com certeza é alguém do outro prédio, porque daqui não tem como ninguém me ver”, diz a jovem.

A confeiteira disse que até levou o caso para a administração dos dois condomínios vizinhos, mas a síndica disse que não tem o que fazer.

“Ela deu muita risada. Disse que estava passada com a situação, mas que não poderia fazer nada porque a pessoa não havia se identificado”, afirma Juliana.

A síndica do edifício vizinho igualmente orientou que Juliana mantivesse a vida normal apesar da situação.

“99,9% das mensagens são de apoio. A única coisa que me incomodou um pouco é que muita gente perguntou sobre o que o meu marido achava disso. Eu tentava responder: ‘Meu marido não acha nada, o corpo é meu. Quem está expondo o corpo sou eu. Ele não tem nada a ver'”, disse ela.

Desde que recebeu o bilhete, a jovem contou que não fica mais intimidada e continuará mantendo os hábitos na privacidade do lar dela.

“Voltei a usar top, cropped; não fiquei nem um pouco desconfortável, pelo contrário. Estou dentro da minha casa. Vou e pretendo continuar usando”, concluiu a confeiteira.

 

 

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