Participe do grupo Misturebas no WhatsApp

Organização criminosa que comercializava carne de cavalo é investigada em RS

Organização criminosa que comercializava carne de cavalo é investigada em RS
Fotos: Tiago Coutinho | MPRS

O grupo investigado abastecia estabelecimentos da cidade com grandes quantidades de carne em forma de hambúrgueres e bifes.

Seis pessoas foram presas na manhã da última quinta-feira (18), em Caxias do Sul, durante operação realizada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Organização criminosa que comercializava carne de cavalo é investigada em RS
Fotos: Tiago Coutinho | MPRS

Em torno de 70 agentes do MPRS, Brigada Militar e secretarias de Estado da Saúde e da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural participaram da ação, que também incluiu o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão.

Continua depois da publicidade

A chamada operação Hipo teve como objetivo desarticular organização criminosa e apurar crimes contra as relações de consumo e contra a saúde pública.

>> LEIA MAIS: Piloto de parapente é resgatado após queda no Morro das Antenas

A investigação, iniciada há cerca de dois meses, teve início a partir de notícias da Inspetoria de Defesa Agropecuária de Caxias do Sul, que relatou ao MPRS a existência de abate clandestino de cavalos.

O grupo investigado abastecia estabelecimentos da cidade com grandes quantidades de carne em forma de hambúrgueres e bifes vindo do abate clandestino de equinos, suspeita que foi confirmada através da realização de perícias em duas hamburguerias de Caxias do Sul, em cujos lanches foi encontrada presença de DNA de cavalo.

“Eram distribuídos em torno de 800kg semanais”, conta o promotor de Justiça Alcindo Bastos, que coordenou a operação e cumpriu os mandados juntamente com o promotor da Especializada Criminal de Porto Alegre Mauro Rockenbach.

Durante a investigação, o Gaeco comprou hambúrgueres em três estabelecimentos comerciais de Caxias do Sul que costumavam adquirir carne moída do grupo investigado.

O DNA de cavalo foi identificado na carne de lanches adquiridos de dois dos estabelecimentos: Mírus Hambúrguer Ltda. ME e Natural Burguer.

Três pessoas eram responsáveis pelo abate clandestino e beneficiamento da carne sem procedência; uma mulher, parente dos primeiros, atuava como “telefonista”, tendo conhecimento das práticas criminosas e auxiliando a família no esquema; outro homem com estreita ligação com a família recolhia os restos de comida dos estabelecimentos para alimentação de suínos e é considerada pelo Gaeco peça importante no abate e comércio clandestino de carnes.

O sexto homem é o responsável principal pela comercialização da carne na forma de hambúrgueres e bifes para restaurantes, ou seja, o elo do grupo criminoso com os clientes. Outros dois são os responsáveis pela confecção dos hambúrgueres e, por fim, o último tinha como função encontrar e comprar os cavalos que posteriormente seriam abatidos.

As escutas apontam também a utilização de carne estragada, lavada para tirar o odor e misturada a outras na confecção dos hambúrgueres. Há indícios, ainda, de que alguns dos animais abatidos pelo grupo seriam subtraídos de carroceiros, sendo que os próprios carroceiros estariam furtando os cavalos uns dos outros para fornecer ao abate para o grupo criminoso.

 

Compartilhe nas suas redes sociais


Siga as redes sociais do Portal Misturebas
Instagram: Clique aqui ✅ Telegram: Clique aqui
✅ Facebook: Clique aqui  ✅ Youtube: Clique aqui


Sugestão de pauta

Mais notícias
Atendimento