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Morre aos 109 anos primeira mulher com carteira de motorista de Florianópolis

Morre aos 109 anos primeira mulher com carteira de motorista de Florianópolis

Otília Garofallis Fialho, primeira mulher com carteira de motorista em Florianópolis, será lembrada pela família como uma mulher forte, independente e à frente do seu tempo

Para a neta Luciane Daux, a principal memória que guarda da avó são as viagens de final de semana durante os anos 70 para a praia de Canasvieiras. “Não sei como, ela levava todos os nove netos dentro do fusca para a praia” lembra carinhosamente.

Moradora da Beira-Mar, em Florianópolis, a avó Otília Garofallis Fialho morreu no início da manhã deste sábado (19), aos 109 anos. Ela foi a primeira mulher a tirar carteira de motorista na Capital catarinense.

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Otília foi também a primeira motorista que cruzou a ponte Hercílio Luz logo após a inauguração, em maio de 1926. A carteira só foi “aposentada” aos 90 anos – até então, Otília seguia firme e forte no volante do seu fusca vermelho.

Daux acredita que isso é um traço de duas características marcantes da avó: a força e o desejo de independência. “Ela era uma mulher a frente, nunca teve medo das coisas. A vida não foi fácil para ela, mas ela se manteve firme”.

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Um século e quase dez anos

Se não fosse a insuficiência renal, Otília completaria 110 anos no próximo dia 9 de novembro – ela nasceu no ano de 1910. A reportagem do nd+, de Paulo Clóvis Schimtz, resgatou as memórias de quem viu os principais eventos históricos do último século, e viveu as transformações que a ilha de Santa Catarina passou.

“Atravessar o século 20 é um privilégio que permitiu a Otília Garofallis Fialho ver a construção da velha ponte e desfrutar da amizade de pessoas influentes na Capital, como primeiras-damas e mulheres de empresários importantes. E ver o mar batendo na sacada do prédio onde mora hoje, na avenida Beira-Mar Norte, aterrado duas vezes – uma pelo governador Celso Ramos, outra na época de Jorge Bornhausen. E ter um mestre francês que lhe ensinou a arte de costurar para festas de gala e casamentos, ganhando prestígio na cidade. E ser citada como uma mulher corajosa que superou as adversidades com trabalho e persistência”.

Mesmo com tantos anos de vida, Otília acompanhava de perto a atualidade, e não tinha dificuldade em entender as transformações do presente. Por exemplo ao usar aplicativos de chamada de vídeo para ficar próxima a família durante esse período de pandemia. Era também leitora assídua do jornal Notícias do Dia.

Despedida

Otília deixou três filhas, dez netos, além de bisnetos e tataranetos. Ela será velada no Cemitério Jardim da Paz, em Florianópolis, em cerimônia restrita à família.

 

 

Fonte: NDMAIS
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Redação Misturebas

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