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Santa Catarina registra 27,5 mil lesões por água-viva nesta temporada

Santa Catarina registra 27,5 mil lesões por água-viva nesta temporada

Pelo menos 27,5 mil veranistas já sofreram lesões ao ter contato com águas-vivas no litoral catarinense nesta temporada. Os dados do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), contabilizados até 14 de fevereiro, já se aproximam ao registrado durante a temporada passada inteira — de outubro a abril —, com 37,9 mil lesões. Como já é tradição, e explicado possivelmente pelos ventos e correntes marítimas, as ocorrências são mais comuns no Sul do Estado e em Florianópolis.

O que sabemos é que o padrão de ventos pode favorecer a ocorrência das águas-vivas nas praias, principalmente para o Sul do Estado. Se o vento do quadrante norte (nordeste) for fraco ou pouco frequente e/ou os ventos do quadrante sul forem dominantes, então existe a possibilidade de ocorrerem mais águas-vivas nas praias. Mas essas condições devem persistir por vários dias para que isso aconteça — explica o oceanógrafo e pesquisador da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) Charrid Resgalla Júnior.

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Até agora as praias que lideram são as de Balneário Arroio do Silva (5496 lesões), Balneário Gaivota (5469) e Florianópolis (5228), com destaque para Campeche, Barra da Lagoa, Ingleses e Joaquina. Mas o comandante da 1º região do Bombeiros Militar de SC, responsável pelo Litoral, coronel César Nunes, reforça que os casos desta temporada estão dentro da média registrada nos últimos 10 anos no Estado e lembra que os guarda-vidas seguem um protocolo de atendimento.

Como não há muito como prevenir e tratamento, o primeiro passo é orientação e conscientização, com uso da bandeira lilás para sinalizar a presença dos seres marinhos no local. Em caso de envenenamento – nome correto da lesão, e não queimadura – ao ter contato com água-viva, é passado vinagre no local. Caso a pessoa apresente sintomas como dificuldade respiratória, ela é encaminhada imediatamente ao hospital.

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— As alterações climáticas, de corrente, bem como dias de mar calmo possibilitam a chegada desses seres até a costa. Não há como fazer uma prevenção a não ser a sinalização na àrea com a bandeira lilás e o tratamento pelos guarda-vidas.

Infografia: Ben Ami Scopinho

 

Fonte: nsc/Por Karine Wenzel | Foto: Cristiano Estrela
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Redação Misturebas

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