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Após deixar o Brasil, Flávio Bolsonaro se declara “presidente eleito”, apaga publicação e muda discurso para “líder do Brasil”

Além das críticas ao processo eleitoral, Flávio agradeceu publicamente ao presidente da Argentina e ao presidente dos EUA.

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A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial voltou a ser alvo de questionamentos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma carta divulgada nesta quarta-feira (28), já nos Estados Unidos, o parlamentar contestou o resultado das urnas, levantou suspeitas de fraude sem apresentar provas e anunciou que pretende liderar a oposição ao governo.

O conteúdo chamou a atenção também por uma mudança na forma como Flávio se apresentou no documento. Na primeira versão, publicada nas redes sociais, ele afirmou ser o verdadeiro presidente do Brasil e o presidente eleito.

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Pouco depois, divulgou uma nova versão, na qual substituiu essas expressões por referências a si mesmo como líder do país e líder político.

Após deixar o Brasil, Flávio Bolsonaro se declara “presidente eleito”, apaga publicação e muda discurso para “líder do Brasil”
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Entre as principais acusações, o senador questionou a prorrogação do horário de votação no domingo (25), determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A medida ampliou em duas horas o período de votação após solicitações das campanhas de Lula e do próprio Flávio, diante de dificuldades no transporte público e de condições climáticas adversas.

Na carta, Flávio alegou que a decisão teria favorecido o resultado de Lula e criticou a atuação de Zanin, mencionando o fato de o ministro ter sido advogado do petista. O senador também questionou a competência da decisão e afirmou que os esclarecimentos apresentados pela Justiça Eleitoral não seriam suficientes.

Os números da votação, porém, não demonstram, por si só, as irregularidades apontadas pelo parlamentar. Conforme os dados mencionados no documento, menos de 35 mil votos foram registrados entre as 17h e as 19h de domingo. Ao final da apuração nacional, Lula obteve uma vantagem de aproximadamente 4,4 milhões de votos sobre Flávio.

O senador também pediu a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin, alegando supostos abusos de poder político e econômico durante a campanha.

Na publicação, atacou o Judiciário e afirmou que sua permanência nos Estados Unidos, onde disse estar com a família e em segurança, não deveria ser interpretada como uma fuga. Ele ainda acusou as autoridades brasileiras de promover perseguição política contra sua família.

A posição do parlamentar difere da manifestação oficial do próprio PL. Em nota assinada por Valdemar Costa Neto, presidente da sigla, o partido reconheceu o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora tenha defendido que os questionamentos levantados sejam devidamente esclarecidos.

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O TSE confirmou a vitória de Lula e declarou que a votação ocorreu com segurança e transparência. A Corte não apontou fraudes ou inconsistências que comprometessem a legitimidade do resultado eleitoral.

A contestação de Flávio começou logo após a confirmação da vitória petista, quando ele mencionou a possibilidade de pedir a anulação do pleito.

Na segunda-feira (26), antes de deixar o Brasil, mudou o foco da iniciativa e passou a defender a cassação da chapa eleita. Na carta mais recente, reforçou as acusações e afirmou que pretende conduzir a oposição a partir do exterior.

Além das críticas ao processo eleitoral, Flávio agradeceu publicamente ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unido, Donald Trump, sem detalhar no documento eventuais medidas concretas de apoio por parte dos dois governos.

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