A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, nesta terça-feira (20), a Operação Stop Loss para investigar um suposto esquema de fraude no mercado financeiro que teria provocado prejuízos superiores a R$ 29 milhões a investidores.
A ação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Blumenau, com apoio do Departamento de Investigações Criminais (DIC).
De acordo com as apurações, os suspeitos ofereciam serviços de gestão de investimentos e, após conseguirem acesso às contas das vítimas, realizavam operações financeiras de alto risco.
Para esconder os prejuízos, eles teriam apresentado relatórios adulterados, com resultados positivos fictícios, além de cobrar comissões consideradas indevidas e induzir investidores a contratar empréstimos bancários de valores elevados.

Mandados foram cumpridos em três cidades
Durante a operação, foram cumpridos mandados judiciais de busca e apreensão em Blumenau, em Santa Catarina, e nos municípios paulistas de São Carlos e Ribeirão Preto.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. A medida busca preservar recursos que possam ser utilizados futuramente para ressarcir as vítimas, caso os valores sejam recuperados e a responsabilidade dos envolvidos seja estabelecida.
Investigação apura três possíveis crimes
As diligências apontam indícios de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As suspeitas estão relacionadas à forma como os investimentos eram administrados, à apresentação de informações financeiras falsas e à possível movimentação de recursos para ocultar sua origem ou destino.
A investigação continua para identificar possíveis outros envolvidos, rastrear o caminho do dinheiro e reunir provas que permitam esclarecer todos os fatos.
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Polícia busca rastrear valores e identificar envolvidos
A Polícia Civil segue trabalhando para compreender a dimensão do esquema e verificar o destino dos recursos envolvidos. A recuperação dos valores desviados e o eventual ressarcimento dos investidores também estão entre os objetivos das medidas adotadas.
Até o momento, as informações divulgadas não detalham a identidade dos investigados nem apontam quantas pessoas teriam sido prejudicadas individualmente. As suspeitas seguem sob investigação.







