PF arquiva apuração sobre suposta interferência dos EUA nas eleições brasileiras
A decisão foi tomada na quarta-feira (7).
A Polícia Federal arquivou uma análise que buscava verificar se o governo dos Estados Unidos teria destinado recursos para ações capazes de influenciar o cenário político e eleitoral brasileiro.
A decisão foi tomada na quarta-feira (7), depois que a área de inteligência da corporação avaliou as informações encaminhadas pela Advocacia-Geral da União (AGU).
O caso ganhou atenção após a divulgação de documentos e informações sobre um projeto financiado pelo governo norte-americano.
A suspeita apresentada às autoridades brasileiras era de que o dinheiro pudesse ter sido utilizado para apoiar grupos contrários à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e, eventualmente, exercer influência sobre o processo eleitoral.
A AGU havia pedido que a situação fosse investigada depois de uma reportagem do jornal britânico The Guardian. A publicação relatou a existência de recursos do governo de Donald Trump destinados a iniciativas no Brasil relacionadas a críticas ao Judiciário e a temas como censura e supostos excessos judiciais.
Análise não virou inquérito
Apesar da repercussão, a apuração não chegou à fase de um inquérito policial formal. A PF realizou uma avaliação preliminar das informações e concluiu que não havia elementos mínimos que sustentassem a abertura de uma investigação criminal sobre uma eventual interferência estrangeira nas eleições.
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O procedimento havia sido confirmado publicamente pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, no domingo (4), dia do primeiro turno. Na ocasião, ele explicou que a corporação ainda estava em uma etapa inicial, destinada justamente a verificar se os dados recebidos poderiam justificar uma investigação mais ampla.
Com a conclusão da análise, a Polícia Federal arquivou o pedido apresentado pela AGU. A decisão não confirmou a existência de interferência do governo dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro.







