MPT acusa Havan e Luciano Hang de assédio eleitoral e pede R$ 30 milhões em indenização
Conforme a ação, o empresário teria ligado questões políticas às condições de trabalho dos funcionários.
Um pedido de indenização de R$ 30 milhões colocou a Havan e o empresário Luciano Hang no centro de uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO). O processo foi protocolado na Justiça do Trabalho, em Goiânia, sob acusação de assédio eleitoral contra trabalhadores.
Além do valor destinado aos danos morais coletivos, o MPT quer que cada funcionário atingido receba uma indenização equivalente a pelo menos 20 vezes o último salário.
O órgão também pediu que Hang faça uma retratação em vídeo em até 48 horas e que a empresa adote medidas para garantir a liberdade de escolha política dos empregados.
A iniciativa do Ministério Público está relacionada a um discurso feito por Hang durante a inauguração de uma unidade da Havan em Caldas Novas, no sul de Goiás, no fim de agosto.
Conforme descrito na ação, o empresário teria relacionado questões políticas às condições de trabalho dos funcionários, mencionando possíveis impactos como demissões, redução de renda e precarização profissional.
Para o MPT, as declarações ultrapassariam o campo da manifestação de opinião e poderiam representar pressão sobre os trabalhadores em relação às suas escolhas políticas.
O órgão também solicitou que os funcionários sejam liberados para exercer o direito ao voto nos dias de eleição e que a rede estabeleça regras permanentes de neutralidade política em seus estabelecimentos.
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Em posicionamento divulgado após a ação, Luciano Hang contestou a interpretação do Ministério Público. O empresário afirmou que não mencionou candidatos ou partidos e que também não teria orientado os funcionários sobre em quem votar. Segundo ele, sua fala tratava da importância do trabalho, da liberdade para exercer uma profissão e de uma proposta que está sendo discutida no país.
Luciano Hang também declarou que considera a ação mais um episódio relacionado às manifestações públicas que faz desde 2018. Ele afirmou defender seu direito à liberdade de expressão e disse que uma opinião não deveria ser caracterizada como assédio eleitoral.
O empresário ainda afirmou respeitar a Justiça e o Ministério Público do Trabalho, mas defendeu que também sejam considerados os direitos de quem, segundo ele, investe e gera empregos.







