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Freela de R$ 350 toma rumo inesperado e jovem recebe proposta de R$ 30 mil em SC

Antes mesmo do evento, a contratação tinha algumas exigências.

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Uma oportunidade de trabalho que parecia comum tomou um rumo inesperado para uma jovem durante um evento em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Letícia Tavares havia sido contratada para trabalhar como garçonete por seis horas e receber R$ 350.

Cerca de quatro horas depois, porém, ela foi chamada para uma conversa reservada e ouviu uma proposta que não fazia parte do serviço combinado: ganhar R$ 30 mil para dançar para um grupo de executivos chineses.

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Antes mesmo do evento, a contratação tinha algumas exigências. A candidata precisava ter mais de 1,68 metro, usar até o tamanho 42 e encaminhar uma foto da cintura para cima. Letícia conta que não considerou os critérios necessariamente suspeitos, pois já havia encontrado requisitos semelhantes em outros trabalhos temporários.

No início, tudo transcorreu como esperado. A jovem ficou responsável por atender os convidados e servir bebidas. A percepção de que havia algo diferente começou quando ela ouviu conversas em inglês e identificou entre elas a palavra “hot”.

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Foi pouco depois disso que o contratante a chamou para conversar em particular. Conforme o relato publicado pela jovem, a proposta era que ela participasse de uma chamada “Party Night”, utilizando uma roupa sensual e dançando para os convidados. Em troca, receberia R$ 30 mil.

A oferta foi recusada. Letícia solicitou o pagamento pelo período trabalhado e deixou o local. Embora tenha permanecido aproximadamente quatro horas no evento, ela afirma que recebeu integralmente os R$ 350 que haviam sido combinados pelas seis horas de trabalho.

O episódio foi posteriormente compartilhado por ela no TikTok e provocou uma série de reações. Entre os comentários, internautas demonstraram preocupação com a possibilidade de a situação envolver exploração ou tráfico de pessoas, principalmente diante da mudança repentina na atividade e do valor oferecido.

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Também houve elogios à decisão da jovem de não aceitar o dinheiro. Letícia afirmou que a quantia poderia até permitir a compra de um carro e garantir alguns meses sem precisar procurar novos freelances, mas que preferiu deixar o local diante da situação.

Até o momento, o relato divulgado nas redes sociais não comprova que tenha ocorrido tráfico humano ou outro crime. Em casos de suspeita de exploração ou violação de direitos, a população pode procurar os canais oficiais de denúncia, como o Disque 100, que recebe comunicações de forma sigilosa.

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