Farsa que durou 14 meses: mulher que se passava por menina de 12 anos em SC passará por audiência
A investigação aponta que a mulher responde por estelionato e falsa identidade.
A Justiça de Joinville, no Norte de Santa Catarina, terá uma nova etapa na quarta-feira (19) no processo envolvendo uma mulher de 38 anos acusada de se apresentar como uma adolescente de 12 anos. A audiência de instrução e julgamento está prevista para as 18h e será realizada presencialmente.
Segundo o G1, a acusada está presa desde 2 de junho, quando a farsa foi descoberta na residência de uma família que havia passado a tratá-la como filha. Conforme as informações do processo, ela permaneceu no imóvel durante aproximadamente 14 meses antes de ser presa. A investigação aponta que a mulher responde por estelionato e falsa identidade.
O encontro no tribunal será destinado à produção de provas. Durante a audiência, serão ouvidas a acusação, a defesa e a própria ré. Essa fase é importante para que o juiz tenha contato com os relatos das partes antes de decidir sobre o caso.
Ainda segundo o G1, a prisão ocorreu depois que a Polícia Civil investigou a situação e encaminhou o inquérito ao Ministério Público de Santa Catarina. O órgão apresentou a denúncia, posteriormente aceita pela Justiça, dando início ao processo criminal. Antes da audiência, defesa e acusação também tiveram oportunidade de apresentar manifestações por escrito.
Laudos médicos também serão considerados
A situação da mulher também envolve avaliações sobre sua condição mental. Ela passou por um exame realizado pela Polícia Científica em 26 de junho e, posteriormente, por outra avaliação solicitada pela própria defesa.
De acordo com o G1, os dois documentos, segundo os advogados, chegaram a conclusões diferentes. Os detalhes não foram divulgados porque o processo tramita em sigilo, mas os laudos foram entregues ao Judiciário e passaram a integrar as provas que serão analisadas.
A defesa afirma que pretende questionar os elementos apresentados pela acusação e sustentar a versão da ré com base nas provas reunidas no processo.
>> LEIA TAMBÉM: Queda em buraco deixa sequelas e rende pensão vitalícia a mulher em SC
Depois dos depoimentos de quarta-feira, as partes ainda poderão apresentar as alegações finais. Somente após essa etapa o processo seguirá para a decisão do juiz, que deverá avaliar todo o conjunto de provas antes de determinar a sentença.
Durante a investigação, a mulher também teria relatado envolvimento em situações semelhantes em diferentes regiões do país. Entre os locais citados estão Curitiba, no Paraná, Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, e municípios de Minas Gerais, Goiás e Ceará.







