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Médico denuncia xenofobia e intolerância religiosa de paciente durante atendimento em SC

O caso será apurado pela Polícia Civil.

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O que começou como um atendimento médico em um Pronto Atendimento de Caçador, no Meio-Oeste de Santa Catarina, terminou com o acionamento da Polícia Militar na noite de sábado (1º). Um médico denunciou ter sido alvo de ofensas relacionadas à sua nacionalidade e religião durante a consulta. O caso será apurado pela Polícia Civil.

Segundo a ND+, a Polícia Militar contou que o profissional, que é venezuelano e judeu, relatou que o paciente fez comentários preconceituosos enquanto demonstrava insatisfação com o atendimento. Além de questionar sua religião e fazer referências a objetos tradicionais do judaísmo utilizados pelo médico, o homem teria direcionado ofensas à origem do profissional. Uma acadêmica de medicina que acompanhava a consulta presenciou a situação.

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O paciente, por sua vez, negou ter cometido ofensas. Aos policiais, afirmou que apenas perguntou ao médico se ele era judeu. Diante das versões divergentes, ambos foram encaminhados à Delegacia de Polícia para o registro da ocorrência.

Ainda de acordo com a ND+, a PM explicou que durante o deslocamento até a delegacia, o homem voltou a fazer comentários direcionados ao médico. Conforme registrado na ocorrência, ele utilizou a expressão “essa raça” ao se referir ao profissional e afirmou que pessoas como ele estariam “invadindo a cidade”.

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A corporação informou ainda que o conduzido foi transportado sem o uso de algemas e recebeu a orientação sobre o direito de permanecer em silêncio.

A ND+ divulgou que o secretário de Saúde de Caçador, Alexandre Braggio, acompanhou o médico durante o registro da ocorrência e prestou apoio ao profissional. Ele destacou que o médico desempenha um trabalho de qualidade na unidade e que recebeu o apoio da equipe após o episódio.

Enquanto o profissional esteve ausente para formalizar a denúncia, o secretário também conversou com os pacientes e explicou que os atendimentos seguiram normalmente. A investigação ficará sob responsabilidade da Polícia Civil.

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