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Fim dos subsídios? Governo inicia retirada gradual e acende alerta sobre combustíveis

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O governo federal começou a retirar, de forma gradual, os subsídios criados para reduzir o impacto da alta dos combustíveis durante a crise provocada pelo conflito no Oriente Médio.

A primeira medida entrou em vigor nesta quarta-feira (1º), com o encerramento da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel. Segundo a Agência Brasil, o processo será feito de forma gradual, acompanhando a redução dos preços internacionais do petróleo.

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A decisão foi anunciada após a queda do preço do barril no mercado internacional, que voltou a patamares próximos aos registrados antes da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Para o Ministério da Fazenda, esse cenário permite que parte das medidas emergenciais seja retirada sem comprometer o abastecimento ou provocar impactos expressivos aos consumidores.

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Apesar da mudança, a maior parte dos incentivos continua em vigor. Permanecem ativos o subsídio de R$ 1,12 por litro do diesel, o de R$ 0,44 por litro da gasolina, além dos benefícios concedidos ao gás de cozinha (GLP), ao biodiesel e ao querosene de aviação. O governo informou que todos esses programas seguem em avaliação e poderão ser reduzidos gradualmente nas próximas semanas.

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Além da melhora no mercado internacional, a retirada dos subsídios também busca preservar o equilíbrio das contas públicas. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a medida faz parte da estratégia para manter a meta fiscal de 2026, sem necessidade de alterar o planejamento orçamentário.

Os subsídios aos combustíveis foram criados em março, quando a escalada do conflito no Oriente Médio provocou forte alta no preço do petróleo. Na época, o governo também adotou medidas como desoneração de tributos, incentivos ao gás de cozinha e linhas de crédito para empresas aéreas, buscando reduzir os impactos da crise sobre consumidores e setores da economia.

A expectativa da equipe econômica é que, caso o preço do petróleo permaneça estável, os demais incentivos ao diesel e à gasolina também sejam retirados de forma gradual, sem provocar aumentos significativos nos preços cobrados nos postos de combustíveis.

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