Racismo em hospital: mulher é presa após atacar profissional de saúde em Benedito Novo
Uma mulher de 51 anos foi presa em flagrante por racismo após uma profissional de saúde ser vítima de ofensas raciais durante um atendimento no Hospital de Benedito Novo, na noite de terça-feira (30).
O caso mobilizou a Polícia Militar, que conduziu a suspeita à Central de Plantão da Polícia Civil.
De acordo com a PM, a equipe foi acionada após uma denúncia e, ao chegar à unidade hospitalar, conversou com a vítima.
Ela relatou que havia sido chamada para auxiliar em uma situação envolvendo a filha de uma paciente, que estaria tratando a equipe de enfermagem de forma desrespeitosa.
Segundo o relato, ao tentar conversar com a mulher para conter o desentendimento, a profissional passou a ser alvo de declarações de cunho racial.
Entre as frases proferidas, a suspeita teria afirmado que não conversava com pessoas negras e que se recusava a entrar em uma sala onde houvesse uma pessoa negra.
Os policiais também ouviram a suspeita, que, conforme a corporação, reafirmou que não gostava de pessoas negras e que não precisava manter contato com esse grupo.
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Durante o atendimento da ocorrência, uma testemunha se apresentou espontaneamente e confirmou ter presenciado as ofensas dirigidas à profissional de saúde, corroborando a versão apresentada pela vítima.
Diante dos relatos, da confirmação da testemunha e da situação de flagrante, a Polícia Militar deu voz de prisão à mulher pelo crime de racismo, previsto na Lei nº 7.716/1989.
Ainda conforme a PM, a suspeita ofereceu resistência no momento da prisão, sendo necessário o uso de algemas para preservar a segurança da guarnição, da própria detida e das demais pessoas presentes. Na sequência, ela foi encaminhada à Central de Plantão da Polícia Civil, onde ficou à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis.








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