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Em meio à melhor safra em décadas, fim do arrasto de praia da tainha preocupa milhares de famílias em SC

A medida ocorreu após o volume pescado alcançar o limite estabelecido.

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Em meio a uma temporada marcada por capturas expressivas e pela presença abundante de cardumes no litoral catarinense, o Ministério da Pesca e Aquicultura determinou no último domingo (7) o encerramento da pesca da tainha na modalidade de arrasto de praia. A decisão foi tomada após o volume desembarcado atingir o percentual previsto para interrupção da atividade, evitando que a cota autorizada para 2026 fosse ultrapassada.

A suspensão ocorre justamente em um dos anos mais produtivos já registrados. De acordo com representantes do setor pesqueiro catarinense, a safra atual superou expectativas e é considerada a mais expressiva em décadas.

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Em diversas praias, grandes concentrações de tainhas resultaram em lanços históricos, com dezenas de milhares de peixes retirados do mar em uma única operação. O desempenho acelerado fez com que o limite de captura fosse alcançado em menos de 40 dias, mesmo com a continuidade da passagem dos cardumes pela costa.

A medida federal provocou insatisfação em Florianópolis. Em manifestação oficial, a administração municipal destacou preocupação com os impactos da decisão sobre comunidades tradicionais que dependem da atividade.

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A prefeitura ressaltou que a pesca artesanal da tainha vai além da importância econômica, sendo um patrimônio cultural ligado às raízes açorianas da cidade e uma tradição preservada há gerações.

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Segundo o município, milhares de famílias têm sua renda diretamente relacionada à temporada da tainha na Capital, o que amplia os efeitos do encerramento antecipado. Apesar das críticas, o governo federal mantém o entendimento de que a interrupção é necessária para garantir o cumprimento das regras de manejo e controle da espécie.

As embarcações que estavam em operação no momento da publicação do comunicado ainda poderão realizar o último desembarque dentro do prazo estabelecido. Após isso, os pescadores ficam autorizados a direcionar suas atividades para outras espécies previstas em suas permissões de pesca.

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