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Esquema de corrupção em Blumenau na gestão de Mário Hildebrandt, teria causado prejuízo de R$ 117 milhões, diz MP

A ofensiva resultou no cumprimento de 50 mandados de busca e apreensão em 16 municípios.

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Uma investigação que começou a partir da denúncia de empresários acabou desvendando um suposto esquema amplo de corrupção envolvendo a manipulação de contratos públicos em Santa Catarina. A Operação Ponto Final, deflagrada nesta quarta-feira pelo Ministério Público, aponta que empresas de engenharia teriam atuado de forma coordenada para direcionar licitações, elevar valores de obras e repassar propina a servidores municipais.

O foco principal está em Blumenau, mas as apurações se estendem a outras cidades. Somados, os contratos sob análise chegam a cerca de R$ 570 milhões, com prejuízo estimado em mais de R$ 117 milhões.

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O período investigado coincide com a gestão do ex-prefeito Mário Hildebrandt, que esteve à frente do município entre 2021 e 2024. Segundo o Jornal Razão, ele afirmou que recebe as informações com tranquilidade e destacou que não figura entre os alvos da operação.

A ação mobilizou uma grande força-tarefa, com o cumprimento de 50 mandados de busca e apreensão em 16 municípios catarinenses. Equipes estiveram em órgãos públicos, empresas e imóveis ligados aos investigados. Apenas em Blumenau, setores estratégicos da administração municipal foram alvo das diligências. Segundo os responsáveis pela operação, não houve resistência durante o cumprimento das ordens judiciais.

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O caso teve origem em 2024, quando empresários relataram terem sido pressionados a pagar vantagens indevidas para manter contratos ligados à construção de terminais urbanos. Após recusarem o pagamento, eles teriam sido excluídos das obras, abrindo espaço para outras empresas. Esse episódio foi considerado o ponto inicial de um modelo que, segundo o Ministério Público, se repetiu em diferentes contratos.

Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma estrutura dividida em três frentes. De um lado, empresas que combinavam previamente os resultados das licitações e restringiam a participação de concorrentes. De outro, servidores públicos que atuariam internamente para viabilizar o esquema, facilitando pagamentos e ajustes contratuais. Por fim, profissionais técnicos que validavam medições infladas, permitindo a emissão de faturas acima do serviço realmente executado.

Um dos pontos mais sensíveis da apuração envolve a atuação de um agente público de alto escalão, apontado como responsável por articular encontros com empresários e alinhar os resultados das concorrências. Além disso, há indícios de que valores obtidos de forma ilícita tenham sido “lavados” por meio de uma rede de postos de combustíveis, utilizando notas fiscais simuladas para dar aparência legal às transações.

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Durante a operação, foram apreendidos valores em dinheiro, cheques, moedas estrangeiras e diversos equipamentos eletrônicos, que agora passarão por análise pericial. Apesar da gravidade dos fatos, não houve prisões nesta fase.

A Justiça determinou medidas cautelares contra parte dos investigados, como monitoramento eletrônico e proibição de firmar novos contratos com o poder público. As identidades dos envolvidos seguem sob sigilo.

A próxima etapa depende da análise do material apreendido. Com base nesses dados, o Ministério Público deve decidir sobre a apresentação de denúncia formal à Justiça, enquanto novas fases da investigação seguem em aberto.

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