Meteorologista critica omissão e alerta: ‘super El Niño’ pode ser devastador no Sul
O meteorologista criticou como parte da comunidade técnica tem tratado o assunto.

A possibilidade de um El Niño de grande intensidade nos próximos meses tem gerado preocupação entre especialistas e autoridades. Em Santa Catarina, o tema ganhou força após o meteorologista Piter Scheuer divulgar um alerta contundente sobre o comportamento atípico do Oceano Pacífico Equatorial.
Segundo ele, o aquecimento observado foge do padrão e pode dar origem a um fenômeno classificado como “super El Niño”, com pico previsto para a primavera.
O meteorologista também demonstrou insatisfação com a forma como parte da comunidade técnica tem tratado o assunto, defendendo que o momento exige comunicação mais direta e preventiva.
Na avaliação dele, o cenário pode superar eventos históricos já registrados, o que reforça a necessidade de preparação antecipada, especialmente em regiões mais vulneráveis.
As projeções encontram respaldo em dados oficiais. O Instituto Nacional de Meteorologia indica alta probabilidade de formação do El Niño ainda no segundo semestre de 2026, com base em informações do NOAA.
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Já a Epagri/Ciram aponta que, independentemente da intensidade, o fenômeno deve provocar aumento significativo das chuvas no Sul do Brasil.
Modelos analisados pelo Meteored indicam que as temperaturas do Pacífico podem registrar anomalias acima de +3°C, patamar associado a eventos extremos. Caso isso se confirme, a primavera tende a concentrar os efeitos mais intensos.
Entre os impactos esperados estão temporais severos, risco de tornados no oeste da região Sul, além de enchentes e deslizamentos de terra. A tendência é que o fenômeno avance inicialmente pelo Rio Grande do Sul, alcance Santa Catarina e, depois, o Paraná. Diante desse cenário, cresce a pressão por medidas preventivas.
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