Pai e filho transformam cerveja de garagem em sucesso: a história da Ranke Bier no Mistukenti

A paixão pela cerveja artesanal, aliada ao espírito empreendedor, transformou uma ideia despretensiosa em um negócio em crescimento em Timbó.
No episódio mais recente do podcast Mistukenti, Matheus e Celso, pai e filho à frente da Ranke Bier, compartilharam os bastidores da cervejaria, que nasceu de encontros entre amigos e hoje soma dezenas de rótulos próprios.

A história da Ranke Bier começa bem longe dos tanques de inox e da produção profissional. Antes de existir como empresa, fundada oficialmente em 2021, o que havia era rotina de trabalho na malharia durante o dia e, nas horas livres, experiências com cerveja artesanal em encontros entre amigos.
Foi nesse cenário que Celso, com perfil mais prático e empreendedor, começou a testar receitas quase como um hobby.

Já Matheus, mais jovem, acompanhava o processo de perto, ainda sem imaginar que aquilo viraria negócio. As primeiras produções eram levadas para acampamentos e reuniões, e foi justamente ali que veio o primeiro “sinal” de mercado: os amigos começaram a insistir para que eles vendessem o produto.
Começou de forma simples: produções caseiras levadas para acampamentos e reuniões, onde amigos incentivavam a dupla a transformar o hobby em algo maior.
O empurrão definitivo veio durante a pandemia, quando decidiram investir em equipamentos e formalizar o negócio.
Assim surgiu a cervejaria, inicialmente registrada como Cervejaria Timboense, até ganhar identidade própria com o nome Ranke Bier uma referência ao termo alemão “Rank”, que significa cipó, conectando a marca às raízes culturais da região.
Hoje, a cervejaria conta com cerca de 26 a 30 rótulos desenvolvidos ao longo dos últimos quatro anos. Nem todos permanecem em produção, já que a estratégia envolve testar receitas, avaliar a aceitação do público e manter no portfólio apenas os estilos mais procurados.
Entre os destaques estão as pilsens, mais leves e comerciais, além de IPAs, versões especiais e até criações inusitadas, como cervejas com café e receitas sazonais feitas para eventos.
Apesar da variedade, os empresários destacam que o desafio vai além da criatividade. Produzir cerveja exige técnica, controle rigoroso de processos e investimento constante.

Matheus, inclusive, se especializou como mestre cervejeiro pela Escola Superior de Cerveja e Malte, trazendo ainda mais conhecimento para dentro da fábrica. Segundo ele, cada receita passa por testes e ajustes até atingir o padrão desejado, e nem sempre o resultado vem na primeira tentativa.
Outro ponto abordado no bate-papo foi a importância de entender o mercado. Embora gostem de criar estilos mais ousados, como cervejas com frutas ou maior teor alcoólico, a dupla reconhece que os rótulos mais leves e acessíveis são os que garantem maior saída.
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Ainda assim, a Ranke Bier mantém o compromisso de inovar, lançando produtos diferenciados e participando de eventos regionais, onde o contato direto com o público ajuda a validar novas ideias.
Mesmo com o crescimento, o negócio mantém a essência familiar. Para Celso e Matheus, o objetivo não é se tornar a maior cervejaria do país, mas seguir evoluindo com qualidade, mantendo a identidade construída ao longo dos anos.
“O dinheiro é consequência. O principal é fazer algo que a gente acredita”, resumiu Matheus durante o episódio.

Com planos de expansão, novos rótulos em desenvolvimento e presença confirmada em festivais, a Ranke Bier segue fortalecendo seu nome no cenário regional, mostrando que grandes histórias podem, sim, começar com um simples copo entre amigos.
Apoiadores do programa: Cervejaria Casa Back, Olhar Digital Vistorias, Box Service Mecânica Automotiva & Hidromelaria Midgardt.










