Padre sob investigação: Religioso é acusado de importunação sexual contra dois trabalhadores em Brusque
Ministério Público apresenta denúncia com base em imagens de câmeras de segurança

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou denúncia criminal contra um padre de 55 anos, acusado de cometer importunação sexual contra dois trabalhadores em estabelecimentos comerciais do Vale do Itajaí, em Brusque.
Uma das vítimas é menor de idade, e ambos os ofendidos são do sexo masculino. Os episódios teriam ocorrido no mesmo dia, em um supermercado e em uma loja localizados no mesmo centro comercial da cidade.
Segundo a denúncia, o religioso teria adotado comportamento lascivo, encarando as vítimas enquanto praticava atos libidinosos por cima da roupa, sem qualquer consentimento.
Em determinado momento, o homem ainda teria questionado os horários de saída dos trabalhadores. As ações foram registradas por câmeras de segurança dos estabelecimentos, que integraram o conjunto de provas reunidas na investigação.
O caso começou a ser apurado após registro de ocorrência e análise das imagens de segurança, que foram essenciais para a identificação do suspeito, inicialmente desconhecido.
Durante as diligências, a Polícia Civil conseguiu rastrear o veículo utilizado pelo padre, registrado em nome de uma entidade religiosa, e convocou o investigado para prestar depoimento.
No interrogatório, o religioso negou qualquer intenção de cunho sexual ou de constranger os funcionários. Ele alegou que estava no local para comprar presentes e produtos de consumo pessoal e justificou seus movimentos na região íntima por uma suposta sensibilidade dermatológica.
Além disso, afirmou ter se sentido constrangido pela maneira como era observado pelos funcionários, sugerindo que poderiam desconfiar de uma tentativa de furto.
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Apesar dessas alegações, a Polícia Civil concluiu que as imagens, os relatórios de investigação e os relatos das vítimas indicavam a prática do crime de importunação sexual, cuja pena pode chegar a cinco anos de prisão.
O inquérito foi encaminhado à Vara Regional de Garantias da Comarca de Itajaí e ao Ministério Público, que formalizou a denúncia.
O MPSC enquadrou os fatos como crime de importunação sexual, previsto no artigo 215-A do Código Penal, por duas vezes, em continuidade delitiva.
Agora, caberá ao Poder Judiciário analisar o recebimento da denúncia e decidir sobre o prosseguimento da ação penal.
O caso, que ganhou repercussão em Brusque, permanece sob segredo de Justiça, e o andamento da ação será acompanhado pelas autoridades competentes.









