BR-101 concentra trechos mais perigosos do país e acumula acidentes graves em Santa Catarina
Entre janeiro e 30 de novembro deste ano, foram registrados 112 acidentes graves.

A BR-101 é uma das rodovias federais com maior concentração de acidentes graves no Brasil, segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Em Santa Catarina, especialmente no trecho que passa por São José, na Grande Florianópolis, a estrada reúne alguns dos pontos mais críticos do país, resultado do intenso fluxo de veículos que mistura trânsito urbano com deslocamentos de longa distância.
Entre janeiro e 30 de novembro deste ano, foram registrados 112 acidentes graves entre os quilômetros 200 e 210 da BR-101. Logo em seguida, até o km 220, outros 94 sinistros de grande gravidade foram contabilizados.
O estudo da PRF, feito a cada dez quilômetros, aponta Santa Catarina como o estado com mais trechos perigosos, somando sete áreas entre as 20 mais violentas das rodovias federais brasileiras.
Foi nesse contexto que, no dia 24 de julho, um casal morreu após sofrer um acidente de moto no km 209 da rodovia, em São José. Dias depois, um engavetamento envolvendo três veículos no km 202 provocou a interdição parcial da pista e causou congestionamento na região, reforçando a frequência de ocorrências graves no local.
O segmento da BR-101 em São José é administrado pela concessionária Arteris Litoral Sul, que atribui o alto número de acidentes ao volume intenso de tráfego. Desde 2008, a empresa informa ter realizado obras e investimentos voltados à segurança e à fluidez da rodovia, além de ações educativas. Uma das principais intervenções foi a entrega do contorno viário da Grande Florianópolis, inaugurado no ano passado para retirar caminhões do trecho urbano da estrada.
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Em âmbito nacional, a PRF aponta que oito estados concentram os trechos mais perigosos das rodovias federais. A BR-116 aparece em três pontos do ranking, inclusive em áreas metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirma que exige investimentos contínuos em infraestrutura e segurança nas estradas concedidas, enquanto a PRF intensifica a fiscalização, especialmente sobre motociclistas, durante operações especiais até o Carnaval de 2026.










