Haitiano que morreu com a esposa e a filha em enxurrada em Palhoça iniciou a vida no Brasil como servente de pedreiro
Eles seguiam de carro quando tentaram passar por um ponto alagado.
A tragédia que matou uma família em Palhoça na terça-feira (9) interrompeu uma história marcada por esforço e recomeço. O haitiano Mackendy Bernard, de 32 anos, vivia no Brasil havia cerca de uma década.
Quando chegou, trabalhou em empregos braçais até conseguir se inserir no mercado imobiliário, área em que se especializou e onde abriu sua própria empresa.
Segundo divulgado pelo G1, amigos próximos recordam que ele havia deixado o Haiti já formado, mas como o diploma não teve validade no Brasil, precisou reiniciar a carreira a partir dos serviços de construção civil.
A esposa dele, Michelaine Francique, de 37 anos, natural da República Dominicana, e a filha do casal, de apenas cinco meses, também morreram após o veículo em que estavam ser arrastado por uma correnteza.
A família havia se mudado recentemente para o bairro São Sebastião. Eles seguiam de carro quando tentaram passar por um ponto alagado ao lado de um viaduto e foram surpreendidos pela força da água.
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Ainda segundo o G1, técnicos do Corpo de Bombeiros explicam que o automóvel perdeu sustentação ao entrar na lâmina d’água e foi levado até um trecho onde havia um desnível coberto pela enchente, o que fez o veículo submergir.
A imobiliária onde Bernard trabalhava divulgou nota confirmando as mortes e informou a paralisação temporária das atividades. Moradores que estavam na região no momento do acidente relataram que o volume da enxurrada aumentou rapidamente e que já havia outros carros esperando a água baixar.
De acordo com o G1, uma das testemunhas disse ter acreditado que o motorista da Land Rover faria o mesmo, mas a correnteza acabou tomando o veículo poucos instantes depois.







