Ciclone deixa rastro de destruição no Sul e afeta quase 18 mil pessoas
Sete mortes e 800 feridos mobilizam ações no Paraná.
Quase 18 mil pessoas foram afetadas pela passagem de um ciclone no Paraná e no Rio Grande do Sul, conforme relatório divulgado pela Defesa Civil Nacional neste domingo (9). O Paraná é o estado mais impactado, com sete mortes confirmadas e 835 feridos.
O boletim, emitido pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), mantém equipes de plantão monitorando as regiões atingidas e orientando as defesas civis municipais e estaduais.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, esteve neste domingo em Rio Bonito do Iguaçu, município mais prejudicado.
A cidade teve o estado de calamidade pública reconhecido de forma imediata pelo Governo Federal no sábado (8). Uma equipe multissetorial da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil também está no Paraná para apoiar nas operações de resposta e assistência às vítimas.
Paraná concentra os maiores danos
O boletim aponta que 12.836 pessoas foram afetadas somente em Rio Bonito do Iguaçu, onde duas mil estão desalojadas, 28 estão desabrigadas e 835 ficaram feridas. Das sete mortes registradas no estado, seis ocorreram no município.
No total, 16 cidades paranaenses registraram ocorrências, sendo que quatro decretaram estado de emergência. Em todo o estado, há 28 pessoas desabrigadas e 75 desalojadas.
Outros municípios também sofreram consequências dos temporais. Em Guarapuava, rajadas de vento provocaram uma morte, afetaram 88 moradores e deixaram 60 pessoas desalojadas, além de 22 casas danificadas ou destruídas.
Há registros de casas destelhadas, quedas de árvores e danos estruturais em Jaboti, Londrina, Matinhos, Mauá da Serra, Porto Barreiro e Uruarama. Em Porto Barreiro, 2.400 pessoas foram atingidas e 620 residências sofreram danos.
Em Cruzeiro do Iguaçu, tempestades de granizo afetaram 80 pessoas e danificaram 30 moradias. Em Guaraniaçu, 14 moradores foram atingidos, 11 ficaram desalojados e 12 residências sofreram danos.
Temporal atinge municípios no Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, o Litoral Norte concentrou os estragos. Arroio do Sal registrou destelhamentos, quedas de estruturas e alagamentos em diversos bairros.
Já em Xangri-lá, cinco postes de energia foram derrubados e uma pessoa ficou ferida ao ser atingida por fios caídos.
Capão da Canoa registrou destelhamentos e incêndios em uma loja de móveis e em uma residência, possivelmente relacionados a curto-circuitos.
Osório, Torres, Imbé, Palmares do Sul e Itati também relataram danos como queda de árvores, alagamentos, destruição de lavouras e pontes danificadas.
Em Charqueadas e Viamão, os ventos fortes causaram destelhamentos e interrupções de energia elétrica.
Impactos pontuais em Santa Catarina
Em Santa Catarina, os efeitos do ciclone foram menos intensos.
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Em Joinville, bairros como Itaum, Floresta, Petrópolis e Boa Vista registraram quedas de árvores e falta de energia, mas não houve feridos e nem necessidade de decretação de emergência.
A Defesa Civil catarinense segue monitorando o avanço das instabilidades e emitindo alertas para as cidades.








