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Exportações de SC para os EUA despencam 55% em setembro após tarifaço

Impacto atinge motores, partes de motor e móveis; soja e carnes registram alta, mas EUA caem para 4ª posição entre destinos catarinenses

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Florianópolis – As exportações de Santa Catarina para os Estados Unidos sofreram queda expressiva em setembro, segundo dados do Observatório FIESC.

A redução de 55% em relação ao mesmo período do ano passado, para US$ 78,7 milhões, é atribuída às tarifas de 50% aplicadas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.

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Entre os principais itens exportados pelo estado, partes de motor registraram o maior recuo, de 57,1%, seguidas por outros móveis (-14,5%) e motores elétricos (-11,9%).

O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, destacou que

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“a manutenção do tarifaço já prejudica seriamente as exportações catarinenses para os EUA, com repercussões graves, como demissões”.

Apesar do recuo em produtos estratégicos, algumas exportações apresentaram crescimento em setembro: soja avançou 21,2%, carne suína 19,1% e carnes de aves 8,5%. Segundo Seleme, a abertura de diálogo entre os governos brasileiro e norte-americano pode ser a única alternativa para reverter o impacto do aumento tarifário.

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No acumulado de janeiro a setembro, as vendas externas de SC somaram US$ 9 bilhões, alta de 5,1% em comparação com igual período de 2024, impulsionadas principalmente pela carne de aves (+8,1%) e carne suína (+13,5%). Destinos como Argentina (+28%), Japão (+13,5%) e Chile (+40,5%) também contribuíram para o desempenho positivo.

Em contrapartida, as importações de Santa Catarina cresceram 2,11% em setembro, somando US$ 2,94 bilhões. No acumulado do ano, o incremento foi de 2,54%, totalizando US$ 25,43 bilhões.

A China continua sendo a principal origem das compras, seguida pelos Estados Unidos, Chile, Alemanha e Argentina.

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