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Empresário presta depoimento à CPMI do INSS e se mantém em silêncio sobre investigação

Fernando Cavalcanti responde apenas ao relator e se abstém de falar sobre patrimônio e investigação

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O empresário Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti prestou depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta última segunda-feira (6), mas informou que permanecerá em silêncio durante a maior parte do interrogatório.

Após responder às primeiras perguntas do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), Cavalcanti declarou que não responderia às demais perguntas da comissão. A decisão foi respaldada por um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, que garante o direito de não responder questões que possam incriminá-lo.

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Cavalcanti é investigado na Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que apura um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. O empresário afirmou que sua atuação sempre foi de gestão e negou envolvimento direto nas irregularidades sob investigação.

Segundo informações da Agência brasil, durante a operação, a PF apreendeu veículos e bens de alto valor pertencentes a Cavalcanti, incluindo uma Ferrari, réplicas de carros de Fórmula 1, motocicletas, relógios de luxo e vinhos avaliados em milhões de reais.

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Cavalcanti informou que os bens são de propriedade de sua empresa ou adquiridos de forma legal, com alguns ainda em financiamento.

O relator questionou o empresário sobre a evolução de seu patrimônio, que passou de menos de R$ 100 mil em 2017, quando trabalhava como assessor na Assembleia Legislativa de São Paulo, para valores superiores aos declarados atualmente. Cavalcanti optou por não detalhar os valores, afirmando que estão declarados no Imposto de Renda.

>>LEIA TAMBÉM: Ex-sócio de Nelson Wilians presta depoimento à CPMI do INSS nesta segunda-feira (6)

A comissão também aguarda o depoimento de Maurício Camisotti, considerado relevante para o esclarecimento das investigações. Um habeas corpus concedido pelo STF lhe garante o direito de não comparecer, mas a CPMI solicitou reconsideração para ouvi-lo.

A investigação envolve associações de aposentados, incluindo a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (AMBEC), cujas contribuições apresentaram crescimento significativo nos últimos anos, conforme dados apurados pela PF e CGU.

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