“Como se fosse espaguete”: síndrome de pica leva mulher a comer papel todos os dias
O transtorno leva à ingestão de substâncias não alimentares, como papel, terra ou cabelo.
Yazmin Chapman, de 34 anos, da Inglaterra, desenvolveu um hábito pouco comum: comer cerca de dez folhas de papel A4 todos os dias. O comportamento surgiu durante a gestação de seu primeiro filho, mas remonta à infância, quando experimentava talco, giz e até bolinhas de sílica de gel.
Para tornar o papel mais palatável, ela dobra as folhas, rasga em tiras e mastiga lentamente, comparando o processo ao de comer espaguete. Yazmin prefere papéis digitados e evita materiais muito grossos, brilhantes ou com tinta pesada, explicando que cada tipo apresenta sabor e textura distintos.
O diagnóstico de síndrome de pica veio após o hábito se intensificar em sua gravidez mais recente. O transtorno leva à ingestão de substâncias não alimentares, como papel, terra ou cabelo, e pode estar associado a deficiências nutricionais, dificuldades de aprendizagem ou condições como o transtorno do espectro autista.
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Apesar de raramente comprometer a vida social, a ingestão de objetos inadequados pode trazer riscos à saúde, incluindo constipação e intoxicações. Yazmin tenta controlar o consumo, mantendo boa hidratação, evitando excessos e conferindo cuidadosamente os materiais ingeridos, especialmente quando grávida.
Atualmente, ela aguarda avaliação para investigar possível TEA, buscando compreender melhor a origem de seu comportamento alimentar incomum.







