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Essa “sentada” custou caro: STF condena homem que ocupou cadeira de ministro a 17 anos de prisão

A defesa negou envolvimento do réu na invasão ou depredação.

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A ousadia de um homem em se sentar na cadeira do ministro Alexandre de Moraes durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 teve um preço alto. Ele foi condenado a 17 anos de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.

O réu ainda gravou um vídeo no plenário, onde fez ofensas ao magistrado e utilizou luvas e máscara para dificultar sua identificação.

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Além da longa pena, o homem terá que pagar R$ 30 milhões pelos prejuízos causados à sede do STF, valor que será dividido entre os demais condenados pela depredação. Ele foi responsabilizado por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.

Durante o julgamento virtual, o relator Alexandre de Moraes afirmou que as provas reunidas detalham a participação ativa do condenado nos atos e mostram seu envolvimento direto na propagação de mensagens contrárias às instituições democráticas. Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin seguiram o voto do relator. Zanin sugeriu pena de 15 anos, enquanto Luiz Fux fixou 11 anos. Cármen Lúcia não votou.

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A defesa do homem alegou que o STF não teria competência para julgá-lo e apontou cerceamento de defesa, além de negar envolvimento do réu na invasão ou depredação. Nenhuma das teses foi acolhida.

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