Latrocínio em SC: menor é apreendido após atrair e matar pai de família
A vítima deixou esposa e duas filhas pequenas.

O que parecia ser um simples encontro na rua terminou de forma brutal na noite de 27 de julho, no bairro Bela Vista, em Lages, na Serra Catarinense. Imagens de câmeras de segurança registraram os últimos momentos de Luciano Ribeiro Cesar, de 26 anos, caminhando ao lado de um menor de 17. Os dois seguiam tranquilamente até pararem em frente a uma residência.
Em poucos segundos, o adolescente saca uma faca e atinge Luciano com um golpe certeiro no abdômen. Ele cai no chão sem chance de defesa, enquanto o agressor foge levando o celular da vítima.
Segundo divulgado pelo Jornal Razão, a Polícia Civil relatou que o crime foi planejado. Luciano teria sido atraído com a proposta de vender o aparelho, mas acabou caindo numa armadilha. Moradores ouviram os gritos e acionaram os bombeiros e o SAMU.
A vítima chegou a ser socorrida com vida e levada ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. Ele deixou esposa e duas filhas pequenas.
Ainda segundo o jornal citado, a comoção tomou conta das redes sociais logo após a confirmação da morte. Familiares expressaram revolta e dor diante da perda repentina. Uma das cunhadas destacou o impacto irreversível da tragédia sobre a irmã e as sobrinhas.
Amigos e até desconhecidos também se uniram em mensagens de solidariedade, lamentando a morte de um homem descrito como honesto e dedicado à família.
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Após diligências conjuntas entre a Polícia Civil e a Polícia Militar, o autor do crime foi encontrado em Bocaina do Sul, cidade vizinha. No local, as autoridades localizaram a faca utilizada no assassinato e as roupas que ele usava no momento do ataque. O adolescente foi levado à Central de Plantão Policial de Lages e, em seguida, transferido para o CASEP de Joaçaba, onde permanece apreendido.
O caso foi tipificado como latrocínio , roubo seguido de morte, mas, por ser menor de idade, o agressor não poderá ser julgado como um adulto. Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, ele poderá cumprir medidas socioeducativas, com possibilidade de internação por até três anos, reavaliadas a cada semestre. Após os 21 anos, o jovem terá de ser solto obrigatoriamente.
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