Hang defende e contrata influenciadora de SC acusada de xenofobia: “Temos que ter orgulho de nossas raízes”
Ela foi contratada para produzir conteúdo para as redes sociais da marca.
A influenciadora digital Jenifer Milbratz, natural de Pomerode (SC), ganhou destaque nas redes sociais no início deste ano após publicar o vídeo “Como fazer um bebê alemão?”.
A publicação viralizou, mas também gerou críticas, incluindo acusações de xenofobia feitas por uma vereadora de Florianópolis. Em meio à repercussão, Jenifer recebeu o apoio público do empresário Luciano Hang.

Na última quinta-feira (31), ela foi recebida por Hang no Centro Administrativo da Havan, em Brusque (SC), onde o empresário anunciou sua contratação como criadora de conteúdo para a marca.
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Durante o encontro com colaboradores da empresa, Hang destacou a importância de valorizar as raízes culturais de cada povo.
Temos que ter orgulho de nossas raízes, independentemente de onde viemos ou de qual seja a nossa descendência”, afirmou.
A influenciadora, agora parceira da Havan nas redes sociais, foi elogiada por Hang por representar a cultura local com autenticidade.

O casal de influenciadores naturais de Pomerode, Jenifer Stainzack e Cleiton Stainzack, de Pomerode (SC), ganhou notoriedade nas redes sociais por compartilhar vídeos com forte apelo conservador e elementos da cultura germânica local.
Além do vídeo “Como fazer um bebê alemão?”, outro também gerou polêmica nas redes – “Santa Catarina virou sonho de consumo”.
Neste segundo, o casal critica comportamentos que consideram problemáticos, como o que chamaram de “jeitinho” e dependência de benefícios sociais.
A repercussão trouxe consequências pessoais ao casal. Jenifer relata que ela e a família passaram a ser alvo de ameaças e mensagens ofensivas.
Se eu soubesse de toda a proporção que isso tomaria, talvez tivesse pensado com mais cautela sobre a forma de comunicar. Mas não me arrependo de ter falado o que falei, porque foi uma opinião sincera, baseada na realidade que vivemos aqui”, destacou.
Diante da repercussão negativa, a vereadora Ingrid Sateré Mawé (PSOL), de Florianópolis, também levou a questão ao Ministério Público.
Ela classificou os materiais como discriminatórios e solicitou uma apuração formal, pedindo também a remoção dos vídeos. A denúncia ainda está sob análise.
No entanto, após o ocorrido, a influenciadora afirma não se arrepender das opiniões manifestadas pelas redes sociais.








