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“Completamente equivocado”: a novela do Portal de Timbó

É o que empresa responsável pela obra disse sobre as medidas do portal na licitação

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Quem passa atento pela SC-477, entre Timbó e Indaial, percebe que as sapatas (fundação feita de concreto armado) do tão aguardado portal foram construídas.

Na sede da empresa responsável pela obra, a Rafael de Andrade, em Itajaí, parte da estrutura está montada, conforme mostra a foto abaixo.

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Foto: especial Misturebas News

O que parece ser uma boa notícia esconde muitos problemas.

A empresa que ganhou a licitação para construir o portal assinou contrato em julho do ano passado (a previsão era inaugurar o portal em novembro).

As dificuldades começaram antes mesmo da execução da obra porque, segundo a empresa, “o projeto estava com o seu dimensionamento completamente equivocado”.

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A Rafael de Andrade apontou ainda erros grosseiros: “na licitação falam em 214,36 unidades […] não eram unidades, a medida correta era metros quadrados”.

O Misturebas News apurou que a prefeitura lançou a licitação (no valor de pouco mais de R$ 590 mil) para construir o portal em ACM, sigla para Aluminium Composite Material, ou seja, alumínio composto.

A própria prefeitura (lembrando que estamos falando da gestão passada) mudou de ideia e resolveu fazer o portal de aço corten, possivelmente porque seria mais resistente.

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Mas parte da estrutura já estava pronta na empresa em Itajaí e as sapatas também. Como, agora, o portal será mais pesado, talvez não seja possível aproveitar o que já foi feito.

Sapatas talvez não possam ser aproveitadas (Foto: Fábio Ferrari/Misturebas News)
Sapatas talvez não possam ser aproveitadas (Foto: Fábio Ferrari/Misturebas News)

Em função da mudança, a empresa de engenharia fez pedidos de aditivos (de tempo e de valor), que não foram respondidos no ano passado.

Ficou para a atual gestão “resolver o pepino” que não acabou por aí: a prefeitura não tem nem a autorização do governo do Estado para tocar a obra, uma vez que estamos falando de uma rodovia estadual.

Além disso, famílias que moram na região ainda não foram indenizadas, conforme manda a lei.

Por enquanto, sobram mais perguntas que respostas: quanto vai custar de fato o portal? Quando ficará pronto? Até agora, ninguém sabe responder.

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