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Hospital de Indaial envia paciente com pulmão perfurado para casa

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Nesta sexta-feira (07), o advogado Sérgio Barreto se pronunciou sobre o caso que ocorreu com o sogro no Hospital Beatriz Ramos em Indaial.

O sogro havia sofrido um acidente de trabalho com fraturas.

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Ao ser atendido no hospital, a médica pediu exames de raio x, e informou a família que o tórax do paciente não havia fraturas, porém haviam fraturas na perna e escápula esquerda.

Pediu para procurar um ortopedista pois este era o especialista adequado ao caso e deu alta ao paciente.

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O paciente, ainda no hospital, gemendo de dor nas costelas, informou que tinha dificuldade de respirar.

Porém a médica foi enfática ao afirmar que referidas dores eram do impacto do acidente e que era normal.

Não bastou familiares pedirem mais exames ou transferência para outro hospital. O médico afirmou que o procedimento era este e que não seria aceito em outro hospital.

O paciente idoso foi mandado pra casa com fortes dores, uma tala na perna e com uma receita de remédios paliativos.

Na consulta com especialista, três dias depois (pois não havia horário antes) e transportando por ambulância, o ortopedista verificou no raio x realizado no hospital que haviam quatro fraturas nas costelas (sequer era a especialidade dele) e encaminhou imediatamente para realizar tomografia na cidade vizinha, Timbó, pois o Hospital Beatriz Ramos não dispõe de equipamento.

No resultado do exame, o pulmão estava perfurado.

Somente a partir daí, na sexta-feira, três dias depois, foi realizada os procedimentos necessários e que já deveriam ter sido feitos na terça, se o profissional médico do pronto socorro soubesse ao menos ler um raio x de tórax.

O advogado, indignado com a situação, expõe no vídeo que a médica de plantão sequer viu no raio x às quatro costelas quebradas. Tampouco levou em consideração as fortes dores no tórax informada pelo paciente.

Vendo o descaso, a família pediu um encaminhamento do paciente para outro hospital ou médico o que foi negado.

Ele ainda relata, que o sogro foi mandado ainda sujo do acidente para casa. Os pés dele estavam sujos de terra devido ao acidente e assim ficou.

Sergio Barreto, junto a família e seu escritório de advocacia, estão entrando com um processo contra o ocorrido, buscando justiça pelo sogro e demais pessoas que passam pelo mesmo descaso.

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