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Ciclone Subtropical Mani sem influências em Santa Catarina

Ciclone Subtropical Mani sem influências em Santa Catarina

Sistema causou chuva intensa e fortes rajadas de ventos no Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e parte da Bahia

Um ciclone subtropical se formou na costa do Sudeste Brasileiro no domingo, dia 25 de outubro de 2020, influenciando alguns estados. Este sistema causou chuva intensa e fortes rajadas de ventos no Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e parte mais ao sul da Bahia. Ainda no dia 25, no período da noite ( às 21h), a Marinha do Brasil nomeou o ciclone como “Mani”, devido ao sistema ter evoluído de depressão para tempestade tropical.

No Brasil a nomeação dos sistemas meteorológicos que se formam na costa brasileira é de responsabilidade da Marinha do Brasil e geralmente são nomes indígenas (tupi-guarani). A última tempestade subtropical no Atlântico Sul foi a Kurumí, no qual se formou e atuou entre os dias 23 e 25 de janeiro deste ano, no mesmo local da atual Mani.

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Na Figura 1 abaixo, é apresentada a carta sinótica no horário de atuação, às 21 horas (horário local) do dia 25, do ciclone subtropical no oceano próximo a costa do Espírito Santo e Rio de Janeiro (representado pela letra B na cor vermelha). Sobre Santa Catarina, observa-se a influência da área alongada de baixa pressão atmosférica na região Oeste e do fluxo de umidade entre o mar e continente no leste do estado.

Carta sinótica gerada às 21 h (hora local) do dia 25 de outubro de 2020 – Fonte: Defesa Civil Estadual.

Em Santa Catarina a tempestade Mani não teve influência nas condições do tempo. Os temporais isolados ocorridos entre segunda (26) e terça-feira (27) foram provocados pela intensificação de um sistema de baixa pressão, e posteriormente a formação de ciclone extratropical na costa do Rio Grande do Sul. Na Figura 2 abaixo, por meio da carta sinótica do dia 27, segunda-feira, observa-se o ciclone extratropical formado, com seu centro de baixa pressão (representado pela letra B na cor vermelha) localizado na costa do Rio Grande do Sul, com a frente fria associada e passando pelo centro-leste do estado de Santa Catarina (representado pela linha de cor azul, com triângulos).

Carta sinótica gerada às 06 h (hora local) do dia 27 de outubro de 2020 – Fonte: Defesa Civil Estadual.

Na Figura 3 abaixo, é mostrada a imagem do canal realçado do satélite Goes-16, referente a tempestade subtropical Mani na noite de domingo, dia 25 de outubro de 2020. A letra B indica a posição do ciclone subtropical e os tons de cores azuis e vermelhas, mostram a nebulosidade associada ao sistema atuando na costa do Sudeste do Brasil.

Imagem do canal realçado do satélite Goes-16, na noite de 25 de outubro de 2020 – Fonte: Defesa Civil Estadual.

De acordo com os modelos meteorológicos, como CMC e GFS (Figura 4), o ciclone subtropical Mani deve perder força em breve, não tendo deslocamento grande, portanto sem influenciar o estado de Santa Catarina.

Previsão de deslocamento do ciclone. A esquerda o modelo GFS, a direita o
CMC. A letra A indica onde ele se formou, Z onde deve terminar e C onde está localizado atualmente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não é raro a formação de ciclones subtropicais no oceano Atlântico Sul. Como exemplo tivemos o ciclone Anita que se formou em março de 2010 na costa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, outro ciclone foi o Arani que se originou também em março, mas do ano de 2011 na costa do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. No ano de 2015 se formaram os ciclones subtropicais Bapo e Carina na costa de São Paulo e de Santa Catarina, respectivamente. E no mês de janeiro deste ano se formou o Kurumí no mesmo local da atual tempestade Mani.

Assim, conclui-se que a tempestade Mani deve perder força ao longo do desta terça-feira (27) sem muito deslocamento e portanto sem influenciar o estado de Santa Catarina.

 

Fonte: Defesa Civil de SC
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Redação Misturebas

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